Após ter sua prisão decretada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, o deputado federal do Rio de Janeiro, Daniel Silveira, se apresentou ao plenário da Câmara ontem (19) para julgar se a decisão do Supremo iria se manter ou não. Foram 364 votos pela manutenção da prisão do deputado, 130 contra e 3 abstenções.
O deputado foi preso em flagrante no ultimo dia 16 por proferir ataques a mais alta instância do judiciário brasileiro.
Na avaliação da relatora do caso, Magda Moffato (PSL) , Silveira está sempre a atacar a democracia e as instituições, além de ter transformado seu mandato em uma “plataforma para propagação do discurso do ódio.”
“Temos entre nós um deputado que vive a atacar a democracia e as instituições e transformou o exercício do seu mandato em uma plataforma para propagação do discurso do ódio, de ataques a minorias, de defesa dos golpes de estado e de incitação à violência contra autoridades públicas”, disse.
Ela destacou que nenhuma autoridade está “imune à crítica”, mas que é preciso separar a crítica contundente do “verdadeiro ataque às instituições democráticas”.
“Nenhuma autoridade, é preciso deixar claro, está imune à crítica, seja ela o presidente da República, os presidentes das casas dos poderes legislativos, os parlamentares, os ministros do STF, os magistrados ou os membros do Ministério Público, mas é preciso traçar uma linha e deixar clara a diferença entre a crítica contundente e o verdadeiro ataque às instituições democráticas”, afirmou a deputada.
Defesa
Daniel afirmou estar arrependido e e diz ter reconhecido o peso de suas falas.
Daniel Silveira pede desculpas por vídeo: "Me excedi, de fato, na fala"
"Peço desculpas a todo o Brasil. Assisti ao vídeo três vezes e precisei perceber que minhas palavras foram duras até para mim mesmo. Eu tinha outros modos para que pudesse expressar as minhas falas" pic.twitter.com/efVswVCxar
— UOL (@UOL) February 19, 2021
- Fonte: G1
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