sábado, março 7, 2026
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Amazonas – Termo “variante amazonense” vira pauta de debate por ser considerado inapropriado. Entenda.

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Wilson Lima contesta utilização do termo ‘variante amazonense’ para denominar nova cepa do coronavírus

OMS orienta que não se deve identificar variantes virais utilizando referências geográficas

O governador do Amazonas, Wilson Lima, refutou o uso do termo “variante amazonense”, para se referir à nova cepa do Coronavírus, que vem sendo utilizada com frequência por diversos meios de comunicação. De acordo com a OMS e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), utilizar nomes de cidades, países, regiões e continentes para denominar variantes virais é inapropriado e pode ocasionar estigma e equívocos.

Segundo Wilson, não seria justo que o Brasil e o mundo batizem ou façam referência a essa variante como sendo do Amazonas ou de Manaus. “Não é justo que o nosso povo continue sendo taxado por isso.” Disse ele.

A comunidade científica entende que o uso é inapropriado.

O diretor-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) em exercício, Cristiano Fernandes, reforça que é necessário prudência ao classificar a mutação do vírus.

“A gente precisa desmistificar isso, não é uma variante do Amazonas, é uma variante que foi verificada, primariamente, no Amazonas (…) As variantes são processos naturais dos vírus. Os vírus vão acumulando mutações e, eventualmente, ocorrem essas mudanças, que a gente chama de variante”, ressaltou Fernandes.

A OMS acrescenta que também não devem ser usados nomes de pessoas; espécie ou classe de animal ou alimento; referências, culturais, populacionais, industriais ou ocupacionais; e termos que incitam medo.

Variante P.1

A P.1 é uma das 18 variantes do novo coronavírus já mapeadas no Amazonas. O estudo realizado pela Fiocruz Amazônia, em parceria com a FVS-AM, confirmou a origem da P.1 e um aumento substancial na frequência dessa variante nas amostras analisadas.
De acordo com o estudo, entre as amostras analisadas, a variante P.1 respondia, em dezembro, por 51% dos casos. Já no dia 13 de janeiro, esse percentual aumentou para 91%. Também foi identificada a circulação dessa variante em 11 municípios do Amazonas, nos estudos realizados em janeiro.


  • Fonte: Semcom
  • Imagem: Divulgação

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