As palavras são duramente forte, mas são necessárias.
A partir de um conjunto de decodificação de símbolos que criam palavras, convido os leitores e leitoras a refletirem comigo sobre o atual cenário mundial noticiado em todos os veículos de comunicação e em total evidência nas redes sociais. A volta do regime Talibã.
Neste artigo intitulado: Mulher, religião e Política. Ensaio de uma luta em construção, me proponho a afirmar que a “política dos homens” estão destruindo aceleradamente as espécies humanas e de vida do planeta. Ainda no século XXI, a amostra sobre a representatividade política dos homens na política em âmbito planetário é predominante. Para as mulheres ainda estão sendo disponibilizadas apenas um papel interpretativo de coadjuvantes. Mas logo busco explicar, que mesmo com a inexpressiva representatividade, as mulheres estão visivelmente resistentes ao projeto societário machista, desumano e tão violentamente desigual.
“Um livro, uma caneta, uma criança e um professor podem mudar o mundo”, foram as palavras de Malala Yousafzai, mulher jovem paquistanesa que foi vítima de um atentado por defender o direito das meninas de ir à escola. A mulher mais jovem a ganhar o Prêmio Nobel da Paz.
Se citarmos diversos episódios de violência contra as mulheres, crianças e todas as minorias sociais, teremos como fenômeno contraditório o uso da religião como forte influência maléfica de doutrinação fascista contra o ser humano. A religião deveria nos ligar a Deus, aos deuses e entidades, se levarmos em consideração o pluralismos e a diversidade social e espiritual. Porém, o uso ideológico do conhecimento religioso historicamente é propagado de forma dúbia, racional e sistematizada como forma novamente de controle para a manutenção do poder.
Nesse exato momento, o certo é que milhares de mulheres de toda a parte do mundo sofrem! É sentido na pele de todas as raças, línguas, etnias, culturas e grupos sociais representados por mulheres, um ensaio de luta sobre os direitos arduamente já conquistados e que estão sendo atualmente perdidos com nosso silêncio e omissão. Ainda estamos agindo da forma que fomos ensinadas.
Até quando a mão do homem pesará violentamente no corpo da mulher? Até quando o direito de estudar será crime de morte para as mulheres em algumas partes do mundo? Até quando nós mulheres seremos caladas pelos gritos e rugidos estridentes de um homem em fúria? E até quando nossos corpos serão propriedade viva do erotismo opressor?
É pela liberdade que eu escrevo, é pela união e sobre nos vermos e nos reconhecermos como MULHERES! A CAUSA DE UMA É A CAUSA DE TODAS!. Também é preciso equiparar a mão que balança o berço, para a mão que segura a caneta. O poder também pode ser para as mulheres.
Precisamos nos organizar independentemente da localização geográfica, do espaço e tempo. O momento histórico é o agora! Esse é o tempo exponencial e a emergência é o hoje para todas nós. Sejamos luta, sejamos humanos vivos revestidos da vontade de vencer, de gritar, de lutar e até mesmo de morrer por uma única causa: A LIBERDADE!
Impressionante sua reflexão sobre um tema tão necessário, mas pouco abraçado pela maioria, simplesmente por não sermos representadas como deveríamos. Ainda não estamos ocupando todos os espaços possíveis, mas sigo confiante que estamos cada vez mais próximas do dia que seremos respeitadas e consideradas com igualdade apesar das diferenças. Nossa luta é muitas vezes contra nosso próprio gênero. Há muito para se pensar e construir, mas tenhamos força!
Obrigada Isa! Como é difícil expressar a desigualdade sentida e engatada na garganta dias após dias em palavras. Tentei por todas nós escrever.