sábado, março 7, 2026
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Justiça decide pela remoção do show de humor das plataformas digitais; humorista Léo Lins alega estar sofrendo censura

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O humorista Léo Lins virou réu de processo que o acusa de "promover ódio e enredos discriminatórios, injuriosos e humilhantes, notadamente contra negros, pessoas com deficiência e nordestinos". O caso foi publicado pelo Ministério Público de São Paulo. Léo Lins teve os canais do YouTube e do TikTok suspensos por 90 dias. "Ele ainda teve R$ 300 mil bloqueados em suas contas bancárias com vistas ao pagamento de multas. A decisão foi emitida após o homem resistir a cumprir a lei e ordens judiciais", diz a nota. O humorista chamou atenção das autoridades após conteúdos discriminatórios, em forma de show humorístico, viralizar nas redes sociais. Léo Lins virou alvo de uma força-tarefa do MPSP por intermédio do CyberGaeco e da Promotoria de Direitos Humanos. "Segundo as investigações, o acusado desafia autoridades de vários Estados em seus shows e nas redes sociais. As autoridades atuaram no sentido de impor multas caso o humorista seguisse divulgando conteúdos capazes de humilhar, constranger e injuriar minorias". O Ministério Público de São Paulo ofereceu a denúncia com bases no artigo 20, da Lei n. 7716/89, e artigo 88 da Lei 13.146/2015. A pena pode variar entre 4 a 10 anos de reclusão, se condenado. O artigo 20 da Lei n.7716/89 diz que é crime: "praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Pena: reclusão de um a três anos e multa". Já o artigo 88 da Lei 13.146/2015 diz respeito a crimes contra pessoas com deficiência. "Praticar, induzir ou incitar discriminação de pessoa em razão de sua deficiência: Pena: reclusão, de 1 a 3 anos e multa". A denúncia foi aceita pela Justiça, por intermédio do Setor de Atendimento de Crimes da Violência contra Infante, Idoso, Pessoa com Deficiência e Vítima de Tráfico Interno de Pessoas (Sanctvs). A defesa de Léo Lins tentou recorrer das primeiras medidas impostas a ele, mas o Tribunal de Justiça desconsiderou.
Foto: Divulgação

Após um show de Leo Lins ser retirado das plataformas digitais por conter piadas consideradas preconceituosas, uma publicação antiga do humorista voltou a viralizar nas redes sociais e causar a indignação dos internautas. Na postagem em questão, o comediante zomba do assassinato de Isabella Nardoni, menina de 5 anos que foi jogada da janela do apartamento onde o pai e a madrasta moravam, no 6º andar, em 2008.

A publicação que voltou a repercutir nas redes é de 2020. Na época, o humorista compartilhou uma foto de uma notícia que anunciava o nascimento do novo filho da mãe de Isabella Nardoni. “Só espero que ela more no térreo”, escreveu o comediante na legenda da postagem.

O motivo de essa publicação voltar à tona após cerca de três anos é a nova ação da Justiça contra Leo Lins. Na tarde da última terça-feira (16), o comediante foi obrigado a retirar o show de humor, Perturbador, das plataformas digitais. A decisão judicial foi tomada após um pedido do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), que considerou preconceituosas algumas falas do especial de comédia.

Na decisão judicial, o humorista também ficou proibido de publicar nas redes sociais novos conteúdos que possam ser considerados ofensivos ou manter disponíveis vídeos e publicações com “conteúdo depreciativo ou humilhante”.

Segundo o comediante, o show ficou cerca de 200 dias no ar até ser retirado de circulação. Nas redes sociais, ele disse ter sofrido censura. “Este processo tem consequências absurdas. Há muito mais em jogo. A justificativa para remover meu show de stand-up pode ser usada basicamente para remover 95% dos especiais de humor. Fora pedidos, a meu ver, desproporcionais por contar piadas num palco de teatro, igualando uma expressão artística a um ato criminoso”, escreveu em uma publicação.

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Por informações da CNN

Foto: Divulgação

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