sábado, março 7, 2026
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Caso Djidja: Polícia Civil encerra investigações e indicia 11 pessoas pela morte da ex-sinhazinha

Conforme o delegado Cícero Túlio, Djidja e a família já vinham sendo investigados por tráfico das substâncias tóxicológicas 40 dias antes da morte na operação nomeada por Mandágora 1 e 2

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A desembargadora Luiza Cristina Nascimento da Costa Marques, da 2.ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), negou Habeas Corpus pedido pela defesa de três réus (Ademar Farias Cardoso Neto, Hatus Moraes Silveira e José Máximo Silva de Oliveira) que respondem o processo n.º 0508159-44.2024.8.04.0001 - conhecido como “Caso Djidja” e manteve a prisão preventivas dos impetrantes.
Ilustração: Marcus Reis

A  Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) divulgou na manhã desta quinta-feira (20), mais detalhes sobre o fim das investigações envolvendo a morte da ex-sinházinha do boi Garantido, Djidja Cardoso, encontrada morta em sua residência em 28 de maio. O fim do inquérito foi declarado na última quarta-feira (19).

Em entrevista coletiva, o Delegado responsável pelo caso, Cícero Túlio, explicou a ordem cronológica fixada no inquérito da investigação. Segundo ele, Ademar, irmão de Djidja foi o primeiro a ter contato com a substância chamada Ketamina, em forma de pó, quando a família o enviou para fazer controle do vício em drogas alternativas como maconha, chás alucinógenos e cogumelos, na Inglaterra.

Ao retornar para o Brasil, após problemas com os fornecedores, Ademar se separa da ex e inicia um novo relacionamento, com Audrey, que facilita o contato com a Ketamina também em formato de pó. Ademar e Audrey então, teriam sido os responsáveis por apresentar a substância para Cleusimar.

“Existe aí o início de estudos sobre os elementos químicos que formam a composição da Ketamina justamente para que a família pudesse verificar ali qual seria a forma mais rentável pra eles na sua utilização. Eles passam a fazer testes neles mesmo e acabam descobrindo que a forma injetável, de forma subcuntânea renderia mais usos para aquela família.” contou o Delegado.

A partir daí, Cleusimar, Ademar e Djidja passam a induzir funcionários da rede de salões de beleza a consumir a droga, até o momento em que os mesmos passaram a enfrentar dificuldades de acesso a substância.

Bruno, ex-namorado de Djidja, que também iniciou o consumo e participação na seita, estabelece contato com Hatus Silveira, que se identificava como personal trainer de Djidja que já fazia uso de medicações de cavalos, e facilitou o contato com o dono do petshop Maxvet, José Máximo de Oliveira que se torna o fornecedor da família.

“Conseguimos identificar a partir da análise de todo o processo probatório que foi produzido, em especial, as mídias residentes nos aparelhos telefônicios dos próprios autores, que o Ademar figuraria como autor do crime de tortura em relação a Audrey e em relação a sua ex-companheira. E a Cleusimar passaria a cometer abusos em forma de torturas em relação a Djidja, no momento em que eles percebem que a Djidja estaria numa situação de quase morte.”, acrescentou.

Durante as investigações, foram divulgadas diversos vídeos feitos por Cleusimar, onde ela mesma grava a filha e Ademar sob efeito da droga. Ademar também é acusado de torturar a ex-companheira enquanto ainda residia em Londres.

Segundo o laudo preliminar do Instituto Médico Legal (IML), a morte da ex-sinhazinha foi causada por um edema cerebral que afetou o funcionamento do coração e da respiração. As principais suspeitas apontam o uso da droga Ketamina como causadora das complicações.

Conforme o delegado Cícero Túlio, Djidja e a família já vinham sendo investigados por tráfico das substâncias tóxicológicas 40 dias antes da morte na operação nomeada por Mandágora 1 e 2.

Ainda foram citados dois novos nomes entre os indiciados, confira a lista:

 

Ademar Farias Cardoso Neto, irmão de Djidja Cardoso;

Cleusimar Cardoso Rodrigues, mãe de Djidja;

Verônica da Costa Seixas, gerente do salão de beleza Belle Femme;

Marlisson Vasconcelos Dantas, cabeleireiro do mesmo salão ( em prisão domiciliar);

Claudiele Santos da Silva, maquiadora do mesmo salão ( em prisão domiciliar) ;

Bruno Roberto, ex-namorado de Djidja;

Hatus Silveira, se identificava como personal trainer de Djidja;

Dois funcionários da clínica veterinária suspeita de fornecer cetamina para a família Cardoso (em prisão domiciliar)

José Máximo de Oliveira, dono da clínica veterinária suspeita de fornecer cetamina para a família Cardoso;

Emiclei Araújo Freitas Junior;

Roberleno Ferreira de Souza, administrador de um dos petshops;

 

 

 

 

 

 

Ilustração: Marcus Reis

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