sexta-feira, abril 4, 2025
HomeDestaquesAssociação de Jornalismo Investigativo se posiciona após episódio de servidor da Prefeitura...

Associação de Jornalismo Investigativo se posiciona após episódio de servidor da Prefeitura de Manaus contra jornalista

Nessa segunda-feira (21), um repórter teve o microfone empurrado por um ouvidor da Prefeitura de Manaus durante a cobertura de uma manifestação

Após um jornalista ter o microfone empurrado pelo titular da Ouvidora-Geral da Prefeitura de Manaus, nessa segunda-feira (21), a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) se posicionou sobre o episódio, que classificou como “inadmissível”.

Em fala à imprensa, a presidente da Abraji, Katia Brembatti, pontuou que a ação do servidor público demonstra que o mesmo não reconhece a atividade do profissional de comunicação e alegou o ato do ouvidor da Prefeitura de Manaus foi uma “truculência contra a imprensa”.

“Empurrar o microfone, em um espaço público, em que temas sociais estão sendo debatidos, denota desconhecimento sobre o trabalho jornalístico, que tem a missão de levar informações para a população”, declarou à Revista Cenarium.

Conforme noticiou O Convergente, o titular da Ouvidora-Geral da Prefeitura de Manaus, Leonel Feitoza, empurrou o jornalista João Paulo Castro, do portal Radar Amazônica, em frente à sede da Prefeitura de Manaus, na Avenida Brasil. O profissional participava da cobertura do ato e tentava entrevistar Leonel Feitoza, quando o ouvidor agiu com grosseria e empurrou o microfone do repórter.

“Só estamos vendo se a prefeitura tem uma explicação para dar para eles [os motociclistas. […] Estamos querendo fazer o nosso trabalho, e o Leonel Feitoza age dessa forma com a nossa equipe de reportagem, com arrogância e completamente ignorância”, lamentou o jornalista.

O Convergente entrou em contato com a Prefeitura de Manaus e solicitou um posicionamento sobre o empurrão do ouvidor-geral do município contra um jornalista. Até o momento não houve retorno.

Manifestação

Os motociclistas por aplicativos cobram, desde a semana passada, a revogação da Lei Municipal nº 3.379/2024, derivada do Projeto de Lei 285/2024 do prefeito David Almeida (Avante), que regulamenta o serviço de mototáxi convencional e por aplicativos na capital amazonense e é alvo de críticas entre os trabalhadores.

Segundo os motoristas, a nova lei pode acabar com o serviço por aplicativo por conta de uma série de exigências. Sancionada em 12 de setembro de 2024 pela Prefeitura de Manaus, a Lei 3.379 tem como principal crítica a limitação da operação por meio dos aplicativos, cujos motoristas devem atender diversos requisitos para estarem aptos a atuar.

Nesta segunda-feira, 21, os condutores realizaram nova manifestação pelas ruas de Manaus e na prefeitura da capital amazonense cobram por medidas urgentes contra o texto.

*Com informações do O Convergente

Leia mais: Operação Sangue Azul: Polícia investiga autores de desordem pública em Manaus

- Continua após a publicidade -spot_img
spot_img
Últimas notícias
- Continua após a publicidade -
Mais como esta

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here