sábado, março 7, 2026
Home Saúde & Ciência Boletim indica aumento de casos graves por rinovírus em crianças e adolescentes

Boletim indica aumento de casos graves por rinovírus em crianças e adolescentes

Manaus aparece entre as dez capitais que apresentam aumento de casos de SRAG

0
203
O novo Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado na quinta-feira (5), aponta tendência de aumento ou estabilidade de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) na maioria dos estados brasileiros. Sete das 27 capitais apresentam crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a SE 48: Brasília (DF), Boa Vista (RR), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Manaus (AM), São Paulo (SP) e Vitória (ES).  
Ilustração: Marcus Reis

novo Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira (7), mostra aumento de casos graves de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por rinovírus entre crianças e adolescente nos estados da Bahia, Ceará, Rio de Janeiro e Maranhão. No Espírito Santo, Goiás, Amazonas e Amapá também há sinal de crescimento ocorrências de SRAG nessa faixa etária, embora o Espírito Santo já comece a mostrar desaceleração.

No cenário nacional, os casos de SRAG por Covid-19 continuam em queda na maioria dos estados da região Centro-Sul – com exceção apenas do Rio de Janeiro, que apresenta manutenção do sinal de retomada do crescimento. O estudo é referente à Semana Epidemiológica (SE) 44, de 27 de outubro a 2 de novembro.

A atualização mostra também que 11 das 27 unidades federativas, até a SE 44, sinalizam crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (últimas seis semanas): Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Pernambuco, Piauí e Rio de Janeiro. Entre as capitais, dez apresentam aumento de casos de SRAG – Goiânia, Macapá, Manaus, Salvador, São Luís, São Paulo, Rio de Janeiro Teresina e Vitória.

O Boletim verificou ainda um leve aumento das notificações de casos de SRAG por influenza B nas últimas semanas, especialmente na população de 14 a 49 anos. Até o momento, no entanto, conforme observa estudo, o número de registros de casos graves por influenza B ainda não é muito expressivo e não tem criado impacto nas hospitalizações por SRAG nessa faixa etária em âmbito nacional.

Pesquisadora do Programa de Computação Científica (Procc/Fiocruz) e coordenadora do InfoGripe, Tatiana Portella reforçou que a retomada do crescimento dos casos graves por Covid-19 foi verificada especialmente entre os idosos no Rio de Janeiro, enquanto o rinovírus continua o principal vírus que tem levado à hospitalização crianças e adolescentes de até 14 anos. Diante desse quadro, Portella ressaltou a importância de que todas as pessoas dos grupos de risco – como idosos, crianças pequenas, pessoas com comorbidades e puérperas – estejam em dia com a vacinação contra a Covid-19.

“Em alguns estados como Espírito Santo, Goiás, Amazonas e Amapá, a gente também observa um aumento dos casos de SRAG entre crianças e adolescentes de até 14 anos. Porém, os dados laboratoriais disponíveis nesses estados ainda não permitem fazer uma associação sobre qual vírus respiratório tem levado a esse aumento de hospitalizações. Mas, muito provavelmente, os causadores desse aumento de internações são vírus como o próprio rinovírus, o VSR e o metapneumovírus”, afirma a pesquisadora.

Em nível nacional, há sinal de estabilidade ou oscilação de SRAG na tendência de longo (últimas seis semanas) e de aumento na tendência de curto prazo (últimas três semanas). A incidência de SRAG por Covid-19 tem apresentado maior impacto em crianças pequenas e idosos, enquanto a mortalidade tem sido mais elevada entre idosos a partir de 65 anos.

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 11% para influenza A; 11,1% para influenza B; 4.9% para vírus sincicial respiratório (VSR); 36,8% para rinovírus e 24,2% para Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos, a prevalência entre os casos positivos foi de 16,3% para influenza A; 11,2% para influenza B; 0,5% para VSR; 7,4% para rinovírus; e 56,3% para Sars-CoV-2 (Covid-19).

Ano epidemiológico 2024

Referente ao ano epidemiológico 2024, já foram notificados 153.448 casos de SRAG, sendo 72.043 (46,9%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório 64.913 (42,3%) negativos, e ao menos 8.338 (5,4%) aguardando resultado laboratorial.

Dentre os casos positivos do ano corrente, 17,6% são influenza A; 1,5% são influenza B; 36% são VSR; 25,8% são rinovírus; e 19,1% são Sars-CoV-2 (Covid-19).

Óbitos e Incidência

A incidência e a mortalidade semanal média, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm o cenário típico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas. Enquanto a incidência de SRAG apresenta impacto mais elevado nas crianças até dois anos, em termos de mortalidade a população a partir de 65 anos é a mais impactada.

Já em relação aos casos de SRAG por Sars-CoV-2 (Covid-19), a incidência tem apresentado maior impacto nas crianças pequenas e idosos, enquanto a mortalidade tem sido mais elevada entre os idosos a partir de 65 anos.

Em relação aos demais vírus com circulação relevante no país, o impacto nos casos de SRAG tem se concentrado nas crianças pequenas e associados principalmente ao rinovírus, enquanto a influenza A também se destaca na mortalidade da população idosa a partir de 65 anos.

 

 

 

 

 

 

 

Com informações da fiocruz*

Ilustração: Marcus Reis

Leia mais: 5 casos de Coqueluche são confirmados no Amazonas

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here