Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (26) pela Genial/Quaest revelou as intenções de voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva em oito estados brasileiros, considerando seis possíveis cenários de segundo turno na eleição presidencial de 2026. Os resultados apontam um panorama diverso para o atual chefe do Executivo.
De acordo com o levantamento, Lula venceria todos os possíveis adversários na Bahia e em Pernambuco, dois estados historicamente favoráveis ao Partido dos Trabalhadores (PT). Por outro lado, enfrentaria maiores dificuldades em outras regiões. Em São Paulo e Minas Gerais, estados que concentram grande parte do eleitorado brasileiro, o presidente perderia ou empataria contra qualquer oponente apresentado na pesquisa. No Paraná, em Goiás e no Rio Grande do Sul, os resultados também seriam desfavoráveis para o petista, indicando um desafio maior para a sua reeleição. No Rio de Janeiro, a situação varia conforme o candidato adversário.
O levantamento, contratado pela Genial Investimentos, ouviu 6.630 eleitores com 16 anos ou mais nos estados mencionados. Além das projeções de voto, a pesquisa também indicou uma queda na popularidade do governo federal e um aumento na desaprovação da gestão petista.
Nos cenários de segundo turno analisados, Lula foi colocado frente a frente com os seguintes possíveis candidatos: o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL); o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo); o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil); o empresário Pablo Marçal (PRTB); e o cantor Gusttavo Lima (sem partido).
Entre os adversários listados, dois enfrentam problemas com a Justiça Eleitoral. Jair Bolsonaro está inelegível até 2030 após condenação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. Já Pablo Marçal foi condenado pela Justiça de São Paulo no último dia 21 de fevereiro por abuso de poder político e econômico, uso indevido de meios de comunicação social e captação ilícita de recursos na campanha para a Prefeitura de São Paulo em 2024. Ele está inelegível por oito anos, mas ainda pode recorrer da decisão.