Um professor de jiu-jitsu, identificado como Junior Pionga, de 31 anos, foi preso na terça-feira (25) em Novo Airão, no interior do Amazonas, suspeito de aliciar e perseguir alunas do projeto social de jiu-jitsu que ministrava. Segundo a polícia, ele enviava mensagens de cunho sexual para as vítimas e as ameaçava.
As investigações começaram em janeiro do ano passado, após a gestora de mídias do projeto social de jiu-jitsu formalizar um Boletim de Ocorrência (BO) contra o suspeito. A mulher teve acesso às conversas em redes sociais que confirmavam o aliciamento das menores.
Em depoimento, a gestora disse que o suspeito enviava mensagens com solicitações inapropriadas e insinuações de cunho sexual para as vítimas, entre elas, uma adolescente de 13 anos, da qual ele pedia fotos íntimas. Após a denúncia, o homem passou a perseguir e constranger as pessoas envolvidas.
A polícia identificou que o homem já responde a dois processos por estupro de vulnerável ocorridos em 2023, envolvendo vítimas de 11 e 13 anos. Além disso, outras testemunhas também foram ouvidas, incluindo uma outra adolescente de 13 anos, que relatou ter recebido mensagens com conteúdo sexual e ter sido tocada inadequadamente durante os treinos em 2023.
A mãe de uma vítima de 11 anos revelou que foi coagida a retirar a queixa contra o professor. Ela contou que foi abordada por dois homens armados que a agrediram e fizeram ameaças. Dez dias depois da ameaça, um irmão da vítima, de 17 anos, foi agredido em via pública como forma de retaliação.
Com base em todos os elementos colhidos, o delegado Rodrigo Monfroni solicitou à Justiça a prisão preventiva do suspeito, e a ordem judicial foi expedida. Ele foi localizado e preso na terça-feira (25). O homem vai responder pelos crimes de perseguição majorada contra crianças e adolescentes, coação no curso do processo e constrangimento ilegal com uso de arma de fogo