Um grave deslizamento de terra durante a chuva desta quarta-feira (19) provocou a morte de uma líder comunitária, identificada como Samya Maciel, no bairro Fazendinha 2, na zona norte de Manaus. Ao menos outras quatro pessoas, incluindo duas crianças, ficaram feridas.
De acordo com relatos de moradores, Samya Maciel era a presidente do bairro e estava ajudando os vizinhos de áreas de risco quando foi atingida pelo deslizamento de terra. Registros compartilhados nas redes sociais mostram os moradores, desesperados, ainda tentaram retirar a líder comunitária, mas não conseguiram.
Segundo as informações, o desmoronamento destruiu quatro casas e deixou 20 famílias desabrigadas. Equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil foram acionadas para o resgate da vítima e o atendimento aos feridos.
Durante o resgate do corpo de Samya, os moradores chegaram a se revoltar com as equipes do Corpo de Bombeiros e atacaram uma viatura que realizava a operação. Conforme relatos, o motivo da fúria da população seria suposta demora da corporação. Os ânimos, contudo, se acalmaram e os agentes continuaram o trabalho na área.
Chuva
A forte chuva que atingiu a capital amazonense nessa quarta-feira, 20, provocou ainda diversos alagamentos. Na Avenida Torquato Tajapós, a água tomou a via e causou transtornos aos condutores. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra a força da correnteza jogando uma motocicleta ao chão.
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O governo do Estado do Amazonas informou que se colocou à disposição para prestar assistência às famílias. “Até o momento, 23 ocorrências foram atendidas e seguiremos acompanhando e à disposição da prefeitura para ajudar no que for necessário”, disse o governador Wilson Lima.
Tragédia
Ainda segundo os moradores do Fazendinha, há anos eles têm alertado sobre o risco de deslizamentos na região, principalmente durante o período chuvoso. A população reclama ainda da falta de assistência do poder público municipal.
Em Manaus, as chuvas intensas têm causado alagamentos e deslizamentos em diversos pontos da cidade nos últimos meses, principalmente, em áreas de risco.