A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) indiciou um psicólogo de 30 anos por 16 crimes de maus-tratos a animais. O suspeito, que teria adotado gatos para realizar “experimentos”, foi alvo da investigação conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra os Animais. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (21).
No dia 14 de junho, a delegacia responsável pelo caso solicitou a prisão preventiva do suspeito. No entanto, até o momento, a decisão judicial sobre o pedido ainda não foi divulgada. O psicólogo foi levado para prestar depoimento, mas permaneceu em silêncio. Seu nome não foi revelado.
No currículo acadêmico, o homem afirma que seu principal interesse é a “análise experimental do comportamento”, o que gerou ainda mais preocupação sobre o possível destino dos animais adotados. Em investigações conduzidas pela polícia, foi descoberto que ele selecionava gatos de pelagem tigrada e utilizava um discurso emotivo e protetor para convencer cuidadores a entregarem os animais. Após a adoção, os gatos desapareciam sem explicação.
Áudios obtidos pela PCDF revelam que o suspeito menciona a realização de “experimentos” com os animais, o que pode ter resultado na morte de alguns deles. Em outro trecho, ele relata momentos de surto, nos quais teria abandonado dois gatos que havia adotado anteriormente.
O Conselho Regional de Psicologia do Distrito Federal (CRP 01/DF) informou que o suspeito cancelou sua inscrição profissional em 2023, o que significa que ele não está mais habilitado a exercer a profissão. A entidade não se manifestou sobre possíveis medidas disciplinares em relação ao caso.
O inquérito policial foi encaminhado à Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente e Patrimônio Cultural (Prodema), que está analisando as provas. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) informou que o parecer será finalizado e protocolado dentro do prazo legal.
Entre os animais resgatados durante as investigações, um filhote foi encontrado com uma pata fraturada. Ele passou por cirurgia e está se recuperando antes de ser encaminhado para adoção responsável. A Polícia Civil segue apurando se há mais vítimas e reforça a importância da denúncia de casos suspeitos de maus-tratos.