Durante o julgamento na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que analisa a denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados por tentativa de golpe, a ministra Cármen Lúcia, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), repreendeu o advogado de Alexandre Ramagem após uma declaração equivocada sobre a segurança das urnas eletrônicas.
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O advogado afirmou que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) teria atribuição sobre a segurança das urnas eletrônicas, o que levou a ministra a corrigir a fala de maneira firme. “As urnas são atribuição de outro poder”, afirmou Cármen Lúcia, ressaltando que a competência sobre as eleições e o funcionamento das urnas cabe exclusivamente à Justiça Eleitoral.
Julgamento no STF
O STF deu início ao julgamento nesta terça-feira (25), às 9h30, para analisar a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra oito acusados de envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Entre os denunciados, está o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A análise ocorre no plenário da Primeira Turma da Corte, composta pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Luiz Fux. O julgamento tem como objetivo avaliar se há elementos suficientes para transformar os investigados em réus.