A Universidade de São Paulo (USP) não está mais entre as 100 melhores universidades do mundo, segundo a nova edição do QS World University Rankings 2026, divulgada nesta semana. Após três anos consecutivos no seleto grupo, a instituição caiu da 92ª para a 108ª colocação, uma perda de 16 posições que acende alerta sobre o desempenho acadêmico e a presença internacional da principal universidade pública brasileira.
O ranking, elaborado pela consultoria britânica Quacquarelli Symonds (QS), avaliou mais de 1.500 instituições de ensino superior em todo o mundo. O Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, manteve a liderança global, reforçando sua posição como referência em inovação, pesquisa e formação de talentos.
Apesar da queda, a USP continua sendo a universidade brasileira mais bem posicionada no ranking. No entanto, teve desempenho fraco em critérios como número de citações por docente — indicador que mede o impacto da produção científica — e reputação entre empregadores. A baixa presença de professores e estudantes estrangeiros também pesou negativamente no desempenho da instituição.
Outras universidades brasileiras também enfrentaram oscilações. A Unicamp e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) perderam posições, enquanto a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) conseguiram melhorar seus desempenhos em relação ao ano anterior.
Mesmo com os altos e baixos, o Brasil segue como o país latino-americano com maior número de instituições entre as 500 melhores do mundo. Ainda assim, o desempenho da América Latina como um todo foi inferior ao de edições anteriores. A Universidade de Buenos Aires, tradicionalmente bem posicionada, caiu para o 84º lugar.
Segundo a consultoria QS, os principais desafios da região estão ligados à necessidade de maior financiamento público e privado para pesquisa, estímulo à internacionalização e estratégias para ampliar o impacto global da produção acadêmica. Especialistas apontam que o fortalecimento das universidades latino-americanas passa por políticas públicas de longo prazo e valorização da ciência.
Com a crescente competição global por relevância acadêmica e inovação, o cenário impõe às universidades brasileiras — e à USP, em especial — o desafio de se reposicionar para voltar a figurar entre as melhores do mundo.
*Com informações da CBN Vale
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