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Em prantos, marido cobra por justiça por morte de mulher grávida em Manaus; “não é mais uma estatística”, diz

A dor da perda e a revolta com o descaso do poder público tomaram conta da cerimônia

A dor e a indignação tomaram conta do velório da biomédica Giovana Ribeiro da Silva, de 29 anos, realizado nesta segunda-feira, 23, na Igreja Assembleia de Deus, no bairro Monte das Oliveiras, Zona Norte de Manaus. Grávida de oito meses, Giovana e a bebê que ela esperava — que se chamaria Maria Carolina — morreram após um acidente de trânsito na noite de domingo, 22, na avenida Djalma Batista, uma das principais vias da capital amazonense.

Familiares, amigos e moradores da comunidade estiveram reunidos desde as primeiras horas da manhã para se despedir da jovem, cuja vida foi interrompida de forma brutal. Em clima de muita comoção, a despedida da mulher foi marcada pelo forte choro do marido João Vitor, que cobrou por Justiça.

Veja também: Tragédia: Grávida e bebê morrem após moto bater em buraco em avenida de Manaus

“Não é mais uma vida, não é mais uma estatística, prefeito. Elas existem, prefeito. Elas existiam. Agora, o senhor me tirou isso, mas o senhor vai ser pai, prefeito. Agora, a sua mulher está grávida. O senhor imagina a dor que é o senhor colocar no meu lugar, prefeito. Empatia. Ninguém nessa cidade é mais culpado do que o senhor. Ninguém, prefeito. É só o senhor que carrega essa culpa nas suas costas”, disse João Vitor, em entrevista para a revista Cenarium nesta segunda.

O marido de Giovana, que conduzia a moto no momento do acidente, teve fraturas na perna e precisou de uma cadeira de roda para acompanhar o velório da mulher e da filha.

De acordo com testemunhas, o casal trafegava de motocicleta quando o veículo caiu em um buraco na pista. Com o impacto, Giovana foi arremessada e colidiu violentamente com uma árvore.

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) tentaram reanimá-la e realizar um parto de emergência, mas tanto ela quanto a bebê não resistiram.

Câmara

Na manhã desta segunda-feira, 23, a Câmara Municipal de Manaus realizou um minuto de silêncio em homenagem às vítimas. Vereadores criticaram duramente a falta de manutenção das vias e cobraram providências imediatas da Prefeitura.

A reportagem entrou em contato com a administração municipal para obter informações sobre a situação da via onde ocorreu o acidente, e aguarda resposta. Giovana e a bebê Maria Carolina devem ser sepultadas juntas no fim da tarde de hoje.

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