sábado, março 7, 2026
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Resgate de brasileira que caiu em vulcão volta a ser suspenso na Indonésia e situação segue incerta

Juliana Marins caiu em penhasco no Monte Rinjani, em Lombok

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Juliana Marins caiu em penhasco no Monte Rinjani, em Lombok (resgatejulianamarins/Instagram)

O resgate da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, que caiu em um penhasco durante uma trilha no Monte Rinjani, um vulcão ativo na ilha de Lombok, na Indonésia, foi novamente suspenso nesta segunda-feira, 23, devido às más condições climáticas. A paralisação temporária reforça o sentimento de angústia e revolta por parte da família, que denuncia a lentidão e a falta de informações claras por parte das autoridades locais.

Juliana está na região desde sexta-feira (21), quando caiu em uma região de difícil acesso próxima à cratera do vulcão. Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, ela se acidentou enquanto fazia uma trilha no parque nacional que circunda o Monte Rinjani, um dos principais destinos turísticos da Indonésia.

A situação, no entanto, permanece incerta. De acordo com publicações feitas no perfil criado pela família no Instagram, uma equipe de resgate localizou Juliana nas últimas horas da madrugada, mas ainda não conseguiu alcançá-la devido ao terreno íngreme e ao mau tempo. A família afirma que as operações de resgate são interrompidas à noite, o que tem atrasado a chegada de socorro à jovem, que estaria sem água, comida ou agasalhos há três dias.

“Juliana vai passar mais uma noite sem resgate por negligência!”, escreveu a família em uma das postagens.
“O parque segue com atividade normalmente, turistas continuam fazendo a trilha enquanto Juliana está precisando de socorro. Nós não sabemos o estado de saúde dela, que está sem água, comida e agasalhos por três dias!!!”, alertaram.

A irmã da brasileira, Mariana Marins, relatou que a família está recebendo informações desencontradas das autoridades indonésias e pediu mais apoio do governo brasileiro para acelerar as operações de resgate. Segundo ela, não há clareza sobre o estado de saúde da jovem, nem sobre a previsão de quando ela será retirada do local onde caiu.

O Itamaraty informou que acompanha o caso por meio da Embaixada do Brasil na Indonésia e está em contato com a família. No entanto, até o momento, não há confirmação oficial sobre a localização exata de Juliana nem sobre a operação de resgate em andamento.

Monte Rinjani é o segundo vulcão mais alto da Indonésia e atrai milhares de turistas todos os anos. Apesar de sua beleza natural, o trajeto até o cume é considerado desafiador e perigoso, especialmente em áreas próximas à cratera. O caso de Juliana reacende o debate sobre a segurança em trilhas remotas e a capacidade de resposta dos serviços de emergência locais em áreas turísticas da região.

(*) Com informações da Agência Brasil

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