sábado, março 7, 2026
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Jovem negro é morto por engano por policial militar em São Paulo; PM é afastado

Guilherme havia acabado de sair do trabalho quando foi confundido com um suspeito de assalto

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Guilherme havia acabado de sair do trabalho quando foi confundido com um suspeito de assalto (Reprodução)

Na noite da última sexta-feira (4), o jovem negro Guilherme Dias Santos Ferreira, de 26 anos, foi morto com um tiro na cabeça por um policial militar na Estrada Ecoturística de Parelheiros, na zona sul de São Paulo. Guilherme havia acabado de sair do trabalho quando foi confundido com um suspeito de assalto. Ele não tinha qualquer envolvimento com o crime.

O autor do disparo foi o policial militar Fábio Anderson Pereira de Almeida, que, segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), reagia a uma tentativa de assalto feita por um grupo em motocicletas. Após atirar para dispersar os suspeitos, o PM teria visto Guilherme se aproximando e voltou a disparar — atingindo o jovem fatalmente.

O caso foi registrado e está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O policial foi preso em flagrante na mesma noite, mas foi liberado após pagamento de fiança. A defesa de Fábio Almeida, segundo a CNN, afirmou que não irá se manifestar até que as investigações avancem.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra Guilherme batendo o ponto no trabalho instantes antes de ser morto. A imagem reforça o relato de que ele estava apenas voltando para casa.

Luto e revolta da família

A morte de Guilherme gerou forte comoção entre amigos e familiares, que usaram as redes sociais para homenageá-lo e expressar indignação com a ação policial. “Um homem íntegro, um excepcional marido, filho e amigo”, escreveu um dos amigos próximos. O irmão da vítima declarou que Guilherme era “uma grande referência” e prometeu honrar sua memória.

Guilherme havia se casado recentemente. O velório e sepultamento ocorreram no último domingo (6), em meio a homenagens e protestos silenciosos de amigos e familiares contra a violência policial e o racismo estrutural.

Repercussão e medidas

Diante da gravidade do ocorrido, o policial foi afastado do serviço operacional. Conforme divulgou a CNN, a SSP-SP afirma que as circunstâncias da ação estão sendo analisadas. O caso reacende debates sobre violência policial, especialmente contra jovens negros nas periferias.

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