
Após três dias de intensas operações, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas confirmou, nesta quinta-feira (7), o encerramento do incêndio de grandes proporções que destruiu completamente duas fábricas no Distrito Industrial II. Agora, os trabalhos se concentram na fase de rescaldo — ação que busca eliminar focos remanescentes e evitar novas ignições.
O fogo, iniciado na tarde da última terça-feira (5), consumiu as instalações das empresas Effa Motors e Valfilm da Amazônia, deixando um cenário de destruição total. As labaredas e a densa fumaça tóxica mobilizaram mais de 150 bombeiros, que atuaram em regime contínuo para controlar a tragédia.
O incêndio, considerado um dos mais severos dos últimos anos na capital amazonense, exigiu reforço de viaturas, caminhões-pipa, retroescavadeiras e até apoio aéreo em alguns momentos. A operação foi marcada por desafios como explosões de materiais contaminantes e estruturas metálicas em colapso.
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Com o controle das chamas, o local agora passa a ser cuidadosamente inspecionado pelas equipes de rescaldo. Essa fase é essencial para garantir a segurança da área e preparar o terreno para as investigações técnicas, que buscarão esclarecer a origem e a responsabilidade pelo incidente.
Relatos iniciais de trabalhadores apontam que uma faísca durante uma atividade de soldagem pode ter dado início ao incêndio. A perícia ainda será realizada para confirmar oficialmente as causas.
Além dos danos materiais, o caso teve forte impacto social. Uma funcionária grávida, Letícia Gomes, de 21 anos, ficou gravemente ferida e segue internada com queimaduras de até terceiro grau. A tragédia também reacendeu debates sobre a estrutura do Corpo de Bombeiros e a resposta do poder público a desastres industriais.



