sábado, março 7, 2026
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“Agiram como ratos!”: Fala do viúvo de vítima em acidente gera tumulto na Câmara de Manaus

A declaração gerou repercussão negativa e foi repreendida pelos vereadores da base do prefeito

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Foto: Reprodução / Youtube / CMM

Nesta terça-feira (12), a Câmara Municipal de Manaus (CMM) recebeu João Vitor, viúvo da biomédica grávida que morreu em um acidente de trânsito causado por um buraco. Durante seu pronunciamento na tribuna, ele afirmou que alguns vereadores “se comportaram como ratos”.

Ao fazer a comparação, João Vitor relembrou a primeira vez que esteve na CMM, quando, segundo ele, os vereadores teriam se retirado do plenário.

“Enquanto alguns vereadores se comportaram iguais ratos. Apagaram as luzes, apagaram o painel e saíram no silêncio, na surdina, e deixaram a gente ali aos prantos”, iniciou.

A declaração gerou repercussão negativa e foi repreendida pelo líder do prefeito, vereador Eduardo Alfaia (Avante): “Não posso aceitar essa afirmação de tal quilate. Mas o senhor não tem o direito de vir aqui e chamar os vereadores de ratos. […] Se alguns aqui aceitam, eu não aceitarei essa rotulação!”

O vereador Coronel Rosses (PL), responsável pelo convite ao viúvo para discursar na tribuna nesta terça-feira, afirmou ter conversado com João Vitor após a reação dos parlamentares.

“Eu já solicitei a ele que maneirasse em relação à fala dirigida a esta Casa. Mas a palavra está comigo e foi dirigida pelo presidente desta Casa!”, declarou.

Por sua vez, o vereador Gilmar Nascimento (Avante) criticou a atitude do parlamentar que convidou o viúvo, alegando que ele poderia ter convocado o rapaz em outro momento.

“O vereador Rosses não pode fazer o que quiser nesta Casa! […] Uma pessoa vem com todo sofrimento, mas não pode pegar o regimento e rasgar. O Rosses sabe que pode fazer uma tribuna popular, mas trouxe a família sem avisar ninguém”, explicou.

Os ânimos foram acalmados pelo presidente da sessão, vereador Raulzinho (MDB), que pediu a retirada do comentário ofensivo. “É claro que respeitamos o momento de dor, mas usar a tribuna para querer taxar a Câmara dos Vereadores […]. Isso não pode! O cidadão não conhece todos os vereadores para acusar”, ponderou.

*Com informações do O Convergente

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