O auditor fiscal de Rendas Artur Gomes da Silva Neto, acusado pelo Ministério Público de São Paulo de receber mais de R$ 1 bilhão em propinas para facilitar o ressarcimento de créditos de ICMS a grandes empresas do varejo, como Ultrafarma e Fast Shop, ainda não contratou advogados para sua defesa na investigação.
Artur foi preso temporariamente por cinco dias durante a Operação Ícaro e, até a audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (13), não havia constituído defesa no processo.
O juiz Jarbas Luiz dos Santos, responsável pela audiência e que manteve a prisão, determinou que a Defensoria Pública de São Paulo assumisse a defesa de Artur, sem custos para o auditor. Na ocasião, o defensor público Tales Pataias Ramos acompanhou o fiscal.
Em 2024, o auditor chegou a pagar R$ 1,2 milhão ao advogado Fernando Capez — ex-procurador de Justiça e ex-deputado estadual — para atuar em defesa do empresário Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, também investigado pelo Ministério Público e preso na Operação Ícaro. Segundo as investigações, Artur teria convencido Oliveira a firmar um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP), encerrando a apuração que poderia comprometer o auditor.
*Com informações do InfoMoney
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