Um agente penitenciário, identificado como Wellington Freitas, mais conhecido como Sargento Freitas, está sendo acusado de matar uma cadela a tiros na tarde da última segunda-feira, 25, no Ramal do Canaçari, em Itacoatiara, interior do Amazonas. O caso foi registrado como maus-tratos a animais com resultado morte e está sendo investigado pela Polícia Civil.
Segundo apuração da reportagem, o sargento é o atual gerente de segurança penitenciária de Itacoatiara. Testemunhas afirmam que o agente trafegava de moto pela região quando foi seguido por cães de uma residência. Após se afastar, ele teria parado o veículo e efetuado um disparo, que atingiu a cadela pelas costas. O animal morreu na hora, denunciaram os moradores.
Um Boletim de Ocorrência (BO) foi registrado na Delegacia de Polícia de Itacoatiara (DIP). Segundo o documento, ao qual o portal Manaós teve acesso, os moradores afirmam que o homem teria se exaltado e atirado no cachorro com a justificativa de “espantar” o animal.

Posteriormente, ao justificar o caso aos moradores, o agente alegou estar estressado do serviço, ainda de acordo com o documento.
Intimidação
Uma moradora da área, que preferiu não se identificar com medo de represálias, relatou que o ocorrido.
“Ele vinha saindo do presídio, na troca de turno dele, umas 17h, e os cachorros da casa do avô do meu marido saíram correndo atrás, como eles sempre fazem com quem passa lá. O homem simplesmente parou na moto e atirou na costa da cachorra”, disse.
Ainda segundo a moradora, o sargento também tentou evitar que a família denunciasse o crime.
“Ele voltou tentando intimidar o avô do meu marido, que é idoso, para não registrar a ocorrência. Mais tarde, outros dois agentes apareceram oferecendo tijolo, rancho e ração em troca do silêncio da família. Eles ainda levaram o corpo do cachorro, que desapareceu”, relatou.
Repúdio
O advogado Arnoud Lucas, que acompanha o caso, repudiou a ação. “Não há justificativa para o que aconteceu. Maus-tratos é crime, e a pena é ainda maior quando o animal morre.”
A deputada estadual Joana Darc também comentou o caso nas redes sociais: “Já estamos atuando neste caso e quem fez isso vai pagar, no rigor da lei, por esse crime”, disse.
Outro lado
A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) foram procuradas pela reportagem, mas não se manifestaram até a a publicação do texto.
O portal Manaós também procurou o Sargento Freitas para comentar sobre o ocorrido e aguarda retorno. A reportagem esclarece que o espaço está aberto para devidas manifestações.


