sábado, março 7, 2026
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Professor morre após relatar perseguição e bullying no trabalho

O professor apresentou ao menos três pedidos de remoção, justificando com laudos médicos a necessidade de tratamento em outra localidade

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O professor de História Carlos Eduardo Meira Batista, conhecido como Kadu, de 29 anos, morreu no último domingo (31) em Recursolândia (TO), vítima de um infarto. Natural de Brumado (BA), ele havia ingressado recentemente no quadro efetivo da Secretaria da Educação do Tocantins (Seduc) e lecionava na Escola Estadual Recurso I desde 2024.

Segundo relatos de colegas, Kadu apresentou ao menos três pedidos de remoção, justificando com laudos médicos a necessidade de tratamento em outra localidade. A Seduc informou que o primeiro requerimento foi negado por ele estar em estágio probatório. O segundo havia sido aprovado, mas a publicação oficial ocorreria apenas na segunda-feira (1º), um dia após sua morte.

Amigos relatam que, após enfrentar dificuldades no ambiente escolar, o professor passou a usar três medicamentos de tarja preta. Docentes e moradores que conviviam com ele afirmaram que Kadu denunciou episódios de assédio e chegou a ser alvo de hostilidade por parte de estudantes. “Alunos colocavam pedras dentro de bolinhas de papel para jogar nele enquanto escrevia no quadro”, contou uma pessoa próxima, sob anonimato.

Outro colega relatou que o professor sofria perseguição e bullying, tendo registrado denúncias contra a gestão escolar. “No início, eu o aconselhei a fazer um dossiê de tudo o que estava ocorrendo com ele na escola. Um cara superinteligente. Muito dedicado ao trabalho. Foi poesia em um lugar onde as pessoas não sabiam ler”, disse.

*Com informações do Jornal Opção

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