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CEO de farmacêutica pressiona secretário de Saúde dos EUA para não citar Tylenol em relatório sobre autismo

Relatório do Departamento de Saúde dos EUA pode ligar composto na gravidez ao autismo, apesar de críticas da comunidade médica

De acordo com informações divulgadas pelo Wall Street Journal, o CEO interino da Kenvue, Kirk Perry, reuniu-se recentemente com Robert F. Kennedy Jr. (RFK Jr.), atual secretário de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, para tentar impedir que o medicamento Tylenol seja citado em um relatório iminente sobre saúde infantil.

A Kenvue, que foi desmembrada da Johnson & Johnson e é responsável pela fabricação do Tylenol, enfrenta centenas de processos judiciais nos EUA. As ações alegam que o uso do acetaminofeno (paracetamol) durante a gravidez poderia causar autismo em crianças.

Na reunião, marcada às pressas, Perry afirmou que não há evidências científicas claras que sustentem a ligação entre o uso do Tylenol e o autismo. O executivo buscou convencer RFK Jr. a não incluir a menção no relatório do Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS).

Controvérsia e críticas médicas

Robert F. Kennedy Jr., que ganhou projeção por suas posições controversas sobre vacinas e políticas de saúde, pretende relacionar o autismo tanto ao uso do acetaminofeno durante a gestação quanto a deficiências de folato.

Especialistas em saúde, no entanto, criticam a possível inclusão da droga no relatório. Médicos afirmam que essa associação pode ser equivocada e perigosa, uma vez que desencorajaria grávidas a utilizarem o medicamento para controlar febre, condição que pode representar riscos sérios ao feto.

Impacto no mercado

A polêmica também refletiu no mercado financeiro. Após a divulgação dos planos de RFK Jr., as ações da Kenvue registraram queda, aumentando a pressão sobre a companhia em meio aos litígios já em andamento.

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