A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, no dia 17 de setembro de 2025, o recolhimento e a suspensão da comercialização, distribuição e uso do lote 2411191 do medicamento furosemida injetável (10 mg/ml, caixa com 100 ampolas de 2 ml), produzido pela Hypofarma.
A decisão ocorreu após a Vigilância Sanitária de Jaraguá do Sul (SC) identificar, em 14 de julho, a presença de material estranho semelhante a cacos de vidro em ampolas desse lote, com validade até 30 de novembro de 2026. O desvio de qualidade foi confirmado por parecer técnico e registros fotográficos.
Risco à saúde
A furosemida é um diurético amplamente utilizado em hospitais e clínicas para o tratamento de hipertensão arterial, edemas, insuficiência cardíaca e outras condições que exigem eliminação de líquidos. A presença de partículas de vidro representa riscos graves, como lesões internas, infecções e reações adversas, já que se trata de um medicamento injetável.
A Anvisa orienta que profissionais de saúde e pacientes verifiquem o número do lote e, em caso de identificação, interrompam imediatamente o uso. Também recomenda que seja feita a notificação e devolução por meio da agência ou da vigilância sanitária local.
Resposta da fabricante
A Hypofarma confirmou a suspensão do lote e informou estar investigando o ocorrido. A fabricante afirmou, ainda, que segue padrões rigorosos de qualidade em sua linha de produção.
“Reforçamos que seguimos rigorosamente as melhores práticas de fabricação e controle, adotando elevados padrões de qualidade e segurança. Esses processos são constantemente revisados e aprimorados, com o compromisso de garantir a confiança e a tranquilidade de pacientes, profissionais de saúde e da sociedade”, acrescentou a empresa, em nota.
A Anvisa reforçou que a medida preventiva se aplica exclusivamente ao lote 2411191 e que os demais lotes da furosemida injetável permanecem liberados para uso.


