sábado, março 7, 2026
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Estudante de Direito é investigada por quatro mortes suspeitas por envenenamento

Em todos os casos sob investigação, ela foi a última pessoa a ter contato com os mortos e a primeira a comunicar as autoridades sobre os óbitos

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Foto: Reprodução / G1

A Polícia Civil de São Paulo apura o envolvimento de Ana Paula Veloso Fernandes, de 36 anos, em pelo menos quatro mortes com suspeita de envenenamento. Estudante de Direito, ela é investigada como possível assassina em série, com motivações que variam entre vingança pessoal e interesse financeiro.

Segundo o delegado Halisson Ideião, Ana Paula se aproximava das vítimas com diferentes estratégias. Em todos os casos sob investigação, ela foi a última pessoa a ter contato com os mortos e a primeira a comunicar as autoridades sobre os óbitos.

O primeiro caso registrado é o de Marcelo Fonseca, em Guarulhos (SP), em janeiro. Ana Paula teria se mudado para a residência dele sob o pretexto de alugar o imóvel e, quatro dias depois, supostamente administrou veneno, deixando o corpo em decomposição por dias.

Em abril, Maria Aparecida Rodrigues morreu após tomar café na casa da suspeita. A vítima e Ana Paula teriam se conhecido por meio de um aplicativo de namoro. A filha da vítima lamentou: “Minha mãe era minha melhor amiga. É muito difícil saber que alguém tirou ela de mim”. A polícia informou que Ana Paula tentou incriminar um ex-namorado policial militar, forjando bilhetes e até um bolo envenenado para sustentar a acusação.

Outro caso envolve Hayder Mhazres, tunisiano de 21 anos, morto em maio após um relacionamento com Ana Paula. Segundo a investigação, ela teria simulado uma gravidez e, ao ser rejeitada, oferecido um milkshake envenenado que levou à morte do jovem.

O quarto caso ocorreu em Duque de Caxias (RJ), também em abril. Neil Correia da Silva, pai de uma colega de faculdade de Ana Paula, morreu após ingerir comida com veneno que, segundo a polícia, Ana Paula trouxe de São Paulo a pedido de Michele Paiva de Queiroz, filha da vítima. Michele foi presa esta semana e transferida para São Paulo. Seu irmão, Carlos Silva, acredita que ela tenha sido manipulada: “Não tenho dúvida de que minha irmã foi vítima de uma psicopata”, declarou.

Ana Paula e sua irmã Roberta, suspeita de cumplicidade, estão presas. Em depoimento, Ana Paula confessou participação em dois dos crimes, mas negou o uso de veneno. A defesa afirma que ela apenas relatou os fatos e que a investigação esclarecerá a verdade ao final do processo.

*Com informações do G1

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