O Sistema Único de Saúde (SUS) começou oficialmente a distribuir o Trastuzumabe Entansina, medicamento considerado um avanço no tratamento do câncer de mama HER2-positivo. O fármaco é indicado para casos em que há doença residual após tratamento neoadjuvante, condição que afeta pacientes em estágio III da doença.
A entrega marca o início da disponibilização prática de um remédio incorporado ao SUS em setembro de 2022, por meio de Portaria, mas que até então ainda não estava acessível em todas as unidades públicas de saúde. O Ministério da Saúde afirma que o medicamento atenderá 100% da demanda nacional prevista para o sistema.
Primeiro lote já chegou ao Brasil
O governo federal recebeu o primeiro lote com 11.978 unidades do Trastuzumabe Entansina, que será distribuído gradualmente às secretarias estaduais de saúde. A estimativa inicial é que 1.144 pacientes sejam beneficiadas já neste primeiro ciclo de tratamento, segundo dados da Agência Gov e da Agência Brasil.
As próximas remessas estão programadas para ocorrer em dezembro de 2025, março de 2026 e junho de 2026, garantindo a continuidade do abastecimento. O Ministério da Saúde também destacou que o medicamento é produzido com tecnologia de ponta e será fornecido de forma totalmente gratuita às pacientes elegíveis, conforme os protocolos clínicos do SUS.
Medicamento é voltado a casos específicos
O Trastuzumabe Entansina não será indicado para todos os tipos de câncer de mama. O uso está restrito à indicação específica aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec): pacientes com câncer de mama HER2-positivo em estágio III, que apresentem resquícios da doença após o tratamento neoadjuvante.
Especialistas em oncologia ressaltam que a nova medicação representa uma importante ampliação nas opções terapêuticas disponíveis no sistema público, podendo aumentar as taxas de sobrevida e reduzir o risco de recidiva da doença.
Apesar da incorporação formal em 2022, o medicamento ainda não havia sido entregue às redes estaduais até este ano. Parlamentares e entidades ligadas à saúde criticaram a demora entre a aprovação e a efetiva distribuição. O Ministério da Saúde afirmou que a liberação ocorreu após a conclusão de negociações de compra e do processo logístico para distribuição nacional.


