Em uma cerimônia grandiosa realizada no dia 1º de novembro de 2025, o Grand Egyptian Museum (GEM) foi oficialmente inaugurado ao lado das pirâmides de Gizé, no Egito. O evento contou com a presença de 79 delegações oficiais, incluindo 39 chefes de Estado ou governo, e marca um marco simbólico para o país no campo cultural e turístico. A partir de 4 de novembro, o público em geral terá acesso ao museu.
A concepção do projeto remonta a 1992, mas a construção em larga escala iniciou apenas em 2005. Ao longo dos anos, o GEM enfrentou múltiplos obstáculos: crises financeiras, a Primavera Árabe de 2011, a pandemia de Covid-19 e tensões regionais.
O custo final ultrapassou US$ 1 bilhão, com suporte técnico e financeiro de países como o Japão.
Estrutura
O prédio está localizado a aproximadamente 2 quilômetros das pirâmides de Gizé e se propõe como o maior museu dedicado a uma única civilização. A coleção completa de mais de 5 mil peças do túmulo de Tutankhamun, incluindo sua icônica máscara de ouro, partes nunca antes exibidas juntas.
Há também itens históricos como uma estátua colossal de Ramsés II, de 83 toneladas e cerca de 3.200 anos, na entrada principal; e galerias com 24.000 m² de espaço permanente de exibição, museu infantil, centro de conservação, instalações de alta tecnologia e arquitetura sustentável.
A infraestrutura ao redor das pirâmides também foi redesenhada, com nova via turística de 1,27 km conectando o museu à área arqueológica.
Potencial turístico
As autoridades egípcias estimam que o museu atraia cerca de cinco a sete milhões de visitantes por ano, representando um impulso importante para o setor turístico do país.
Para o público, espera-se uma experiência imersiva: recursos de realidade aumentada, exibições interativas e uma ambientação que conecta passado e presente pela arquitetura do edifício.


