HomeDestaquesPressionado por professores, David Almeida enfrenta novo protesto na Ponta Negra

Pressionado por professores, David Almeida enfrenta novo protesto na Ponta Negra

Categoria em greve protesta durante inauguração na Ponta Negra e cobra diálogo do prefeito sobre o PLC 8/2025.

Professores da rede municipal de Manaus realizaram mais um protesto contra decisões do prefeito David Almeida. Na tarde e noite desta quinta-feira (20), os educadores realizaram um panelaço na Ponta Negra, durante a inauguração da roda-gigante, para protestar contra o Projeto de Lei Complementar (PLC) 8/2025. Segundo manifestantes, o texto, apelidado por eles de “PL da Morte”, impõe regras severas para a aposentadoria dos servidores que ingressaram após 2003.

Com panelas, cartazes e apitos, os educadores avançaram para a área do evento e gritaram palavras de ordem. “Aposentadoria justa” foi uma das principais reivindicações, e manifestantes afirmaram que não aceitarão ser condenados a “trabalhar até morrer”.

A mobilização ocorre no contexto de uma greve por tempo indeterminado aprovada pelo Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical). Segundo o sindicato, o PLC 8/2025 altera de maneira drástica o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) municipal, aumentando idade mínima, tempo de contribuição e criando regras de transição consideradas desfavoráveis para a categoria.

A insatisfação com o PLC vem crescendo nos últimos dias: no último dia 18, professores já haviam feito ato em frente à Prefeitura, deitando-se no chão em protesto simbólico contra a reforma previdenciária. No dia 17, servidor­es da educação lotaram a Câmara Municipal para pressionar contra o PLC e tentar impedir sua aprovação em segundo turno.

A prefeitura, por sua vez, seguiu com a sanção da lei: no dia 19, o prefeito David Almeida sancionou a nova regra previdenciária para servidores municipais. Segundo o texto sancionado, a idade mínima sobe para 65 anos para homens e 62 para mulheres, enquanto professores terão regras específicas, com 60 anos para professores do sexo masculino e 57 para as femininas.

A greve dos professores reforça a pressão política sobre o prefeito. Líderes do sindicato afirmam que não vão recuar até garantir mudanças no texto que, na visão deles, ameaça direitos consolidados da categoria.

Outro lado

A equipe de reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Manaus para buscar um posicionamento a respeito do protesto dos professores e aguarda retorno.

Com informações de O Convergente

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