HomeNotíciasMundoTrump retira sanções de Moraes e sinaliza reaproximação com Brasil

Trump retira sanções de Moraes e sinaliza reaproximação com Brasil

Ministro Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane de Moraes, saíram da lista de sanções da Lei Magnitsky imposta por Trump

O governo dos Estados Unidos retirou nesta sexta-feira (12) o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e sua esposa, Viviane de Moraes, da lista de sanções da Lei Magnitsky. Segundo análise de Lourival Sant’Anna, no CNN 360°, esta decisão sinaliza uma clara intenção do presidente Donald Trump de reaproximar-se do Brasil.

De acordo com o analista, a medida está relacionada principalmente à situação interna americana e à estratégia de Trump para a América Latina. “Tem relação apenas com a situação interna de Donald Trump. A política dele em relação à Venezuela está sob um severo escrutínio”, explicou Sant’Anna, ressaltando que há questionamentos sobre o uso político e ideológico do poder americano na região.

Estratégia para a América Latina

O analista destaca que Trump pretende levar adiante a crise com a Venezuela, mas precisa demonstrar que tem liderança continental e capacidade de obter concessões. “Para demonstrar que ele tem uma liderança sobre o continente, que ele consegue obter concessões e que ele está num processo de reaproximação com o Brasil, que é o principal país da América Latina, ele faz esse movimento”, analisou.

Segundo Sant’Anna, havia uma forte resistência no Departamento do Tesouro contra as sanções aplicadas a Moraes, consideradas tecnicamente abusivas, já que o Brasil é uma democracia com justiça independente. “Os funcionários de carreira do Departamento do Tesouro têm o receio de ter de responder na física por esse abuso da lei Magnitsky”, explicou.

Mudança na narrativa sobre o Brasil

O analista revela que Trump pessoalmente concluiu que a aposta que havia feito em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) era uma aposta em um perdedor. “Trump não gosta de ver o nome dele associado a perdedores”, afirmou Sant’Anna, acrescentando que o presidente americano fez uma reconstrução da narrativa, identificando no presidente Lula (PT) uma figura que, assim como ele próprio, teria sido “vítima de uma caça às bruxas da justiça e que deu a volta por cima”.

Esta nova abordagem permitiria a Trump apresentar uma narrativa de pragmatismo e coerência, distanciando-se de tensões desnecessárias com o Brasil para focar seus esforços na Venezuela. “Ele quer provar que o enfrentamento dele em relação à Venezuela é necessário, que o presidente Lula fez concessões, o presidente Maduro não faz concessões”, explicou o analista.

O telefonema de Lula para Trump pedindo ajuda no combate ao narcotráfico e demonstrando interesse em cooperação teria sido suficiente para o presidente americano ver uma oportunidade de mostrar resultados positivos em sua política externa. “Com relação ao Brasil está tudo bem, a gente está cooperando contra o que ele chamaria então de narcoterrorismo”, concluiu Sant’Anna, resumindo a estratégia de Trump de “limpar a mesa” para focar exclusivamente nas tensões com a Venezuela.

Fonte: CNN Brasil

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