sábado, março 7, 2026
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MP aciona Claudia Leitte e pede R$ 2 milhões por alteração de referência a Iemanjá

Mudança em música coloca Claudia Leitte no centro de ação por intolerância religiosa

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Foto: Reprodução / Instagram / claudialeitte

O Ministério Público do Estado da Bahia ajuizou uma ação civil pública contra a cantora Claudia Leitte. Na ação, o órgão solicita que a artista seja condenada ao pagamento de R$ 2 milhões a título de dano moral coletivo, sob a alegação de prática de discriminação religiosa.

O caso está relacionado a uma mudança feita em 2024 na letra da música “Caranguejo”. De acordo com o MP-BA, Claudia Leitte alterou o verso original “saudando a rainha Iemanjá” para “eu canto meu rei Yeshua”, o que teria motivado a iniciativa judicial.

A ação é assinada pela promotora Lívia Maria Santana e Sant’Anna Vaz, da Promotoria de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa, e pelo promotor Alan Cedraz Carneiro Santiago, coordenador do Núcleo de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (Nudephac).

Além da indenização, o Ministério Público requer que o valor seja destinado ao Fundo Estadual de Defesa dos Direitos Difusos ou a organizações representativas das religiões de matriz africana. O pedido também inclui que a cantora faça uma retratação pública e assuma o compromisso de não realizar atos considerados discriminatórios, de forma direta ou indireta, em shows, entrevistas, produções artísticas ou nas redes sociais — especialmente aqueles que envolvam a exclusão ou modificação de referências religiosas de origem africana.

A ação tem como base uma representação apresentada pela iyalorixá Jaciara Ribeiro e pelo Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afro-Brasileiras (Idafro), com atuação do advogado Hédio Silva Jr.

A informação foi divulgada inicialmente pela Folha de S.Paulo. A coluna do Metrópoles entrou em contato com a assessoria de imprensa de Claudia Leitte, que até o momento não se pronunciou. O espaço permanece aberto para manifestação.

*Com informações da CNN

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