A Hapvida (HAPV3) comunicou uma mudança relevante em sua alta administração, marcando o início de um processo de transição no comando da operadora de planos de saúde. Em fato relevante enviado ao mercado, a companhia informou que o atual presidente-executivo, Jorge Pinheiro, deixará a função ao longo de 2026, dando lugar ao vice-presidente financeiro, Luccas Augusto Adib.
A transição será gradual e deve se estender durante todo o próximo ano, com a expectativa de que a nova estrutura esteja plenamente implementada a partir de 2027. Nesse novo desenho organizacional, Jorge Pinheiro passará a atuar exclusivamente como chairman executivo do grupo, função hoje ocupada por Candido Pinheiro, fundador da empresa, que também deixará o cargo ao longo de 2026.
Segundo a Hapvida, a escolha de Luccas Adib reflete a estratégia de aprofundar o processo de transformação da companhia. Entre as principais prioridades do novo presidente estarão a revisão do portfólio de produtos, o fortalecimento da disciplina na alocação de capital e a aceleração de iniciativas voltadas à eficiência operacional.
A mudança representa um marco na história da empresa. Será a primeira vez que a Hapvida terá um executivo de mercado na presidência. Até então, a operadora era comandada diretamente por seu fundador, Candido Pinheiro, e, posteriormente, por Jorge Pinheiro, que assumiu o comando em um período de forte expansão e consolidação do grupo no setor de saúde suplementar.
Atualmente, a Hapvida atende cerca de 16 milhões de beneficiários em planos de saúde e odontológicos, consolidando-se como uma das maiores operadoras do país.
Além da troca no comando, a companhia também informou a saída de Alain Benvenuti do cargo de diretor estatutário, após a apresentação de carta de renúncia. Para a função, foi nomeada Cidéria Costa, que atuava como diretora executiva de medicina diagnóstica, ampliando sua participação na estrutura de liderança da empresa.
As mudanças sinalizam uma nova etapa na governança da Hapvida, em um momento em que o grupo busca consolidar ganhos operacionais, reforçar a confiança do mercado e preparar o terreno para os próximos ciclos de crescimento.


