sábado, março 7, 2026
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Polícia Federal exonera agentes que atuavam como ‘coach’ por supostas infrações disciplinares

Após demissão da PF, agente diz que não se arrepende e prepara reação judicial

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PF Polícia Federal
(Divulgação/PF)

A Polícia Federal publicou no Diário Oficial da União de 11 de dezembro de 2025 a demissão de dois agentes da corporação: Pedro Henrique Cooke de Alencar Lins, de 32 anos, e Bruno Horn, de 37. A decisão foi tomada no âmbito de processos administrativos disciplinares que apontaram supostas irregularidades relacionadas ao exercício de magistério e à participação na administração de empresa, atividades vedadas pelas normas internas da instituição.

Em entrevista ao portal Metrópoles, Pedro Cooke afirmou que ingressou na Polícia Federal em 2018 e atuou em diferentes frentes, como a Delegacia de Repressão a Entorpecentes, o Grupo de Pronto Intervenção (GPI) e a Delegacia de Combate à Corrupção e Crimes Financeiros em São Paulo. Segundo ele, a demissão não invalida sua trajetória profissional nem a experiência acumulada ao longo dos anos.

“Não me arrependo de nada. Sempre acreditamos no nosso trabalho, com transparência e honestidade”, declarou. Cooke relatou que a atuação como mentor de candidatos a concursos surgiu durante sua própria preparação, quando dedicou cerca de um ano e meio aos estudos, partindo praticamente do zero e aprofundando-se em técnicas de aprendizagem e no funcionamento do cérebro.

Foi nesse período que conheceu Bruno Horn, que também se destacou em concursos públicos, alcançando a segunda colocação nacional em outra seleção. Juntos, passaram a oferecer aulas totalmente on-line voltadas à metodologia de estudo, técnicas de aprendizagem e orientação pedagógica para candidatos aos concursos da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal.

De acordo com Cooke, a participação direta dele e de Horn se limitava à ministração das aulas. “Nosso papel fático era ligar a câmera e dar aula para os alunos. Algumas eram ao vivo, outras gravadas. A parte administrativa do curso ficava a cargo de outros sócios”, explicou.

A Polícia Federal, contudo, entendeu que a atividade exercida pelos agentes violava as regras aplicáveis aos servidores da instituição. O processo administrativo teve início no começo de 2024, estendeu-se por cerca de dois anos e envolveu três procedimentos semelhantes, analisados por comissões distintas.

Apesar da decisão, Pedro Cooke afirmou que acredita na legalidade de sua conduta e informou que, junto a advogados, avalia medidas judiciais para tentar reverter a demissão e retomar o cargo.

Procurada pela reportagem, a Polícia Federal informou que não irá se manifestar sobre o caso.

*Com informações da CNN

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