Mulheres iranianas realizaram um protesto neste sábado (9), na Praça Pounak, em Teerã, em um ato simbólico contra as regras impostas pela República Islâmica do Irã, que governa o país desde 1979. Durante a manifestação, participantes queimaram hijabs em via pública, em sinal de insatisfação com a obrigatoriedade do uso do véu e outras restrições impostas às mulheres.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra uma mulher retirando o hijab e erguendo o tecido diante de outras pessoas, em um gesto explícito de desafio às normas do regime. A cena reforça um dos principais símbolos da resistência no país, em que a recusa ao uso do véu obrigatório passou a representar protesto político e social.
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Desde a morte de Mahsa Amini, em 2022, enquanto estava sob custódia da polícia da moralidade, manifestações desse tipo se tornaram mais frequentes e ganharam repercussão internacional. Mulheres e jovens têm protagonizado atos públicos mesmo diante do risco de repressão, prisões e violência.
O registro do protesto ocorre em meio a uma nova onda de manifestações em diferentes cidades iranianas que se arrasta há semanas. Segundo relatos da imprensa internacional, o governo voltou a impor instabilidade e cortes no acesso à internet, medida adotada para dificultar a organização dos protestos e a circulação de imagens.
Levantamentos divulgados por agências internacionais indicam dezenas de mortos e milhares de pessoas detidas nos últimos dias, em um contexto de aumento da tensão e endurecimento da resposta estatal às manifestações.


