O inventário dos bens deixados por Miguel Abdalla Netto passou a ganhar novos desdobramentos nos últimos dias, principalmente pela ausência de um personagem que muitos aguardavam ver no centro da disputa. Andreas von Richthofen, irmão caçula de Suzane von Richthofen, não apresentou até agora qualquer manifestação formal à Justiça para integrar o processo sucessório do tio.
Não há registros de petições, requerimentos ou atuação por meio de advogados que indiquem interesse de Andreas em participar do inventário. Com isso, a disputa permanece restrita, ao menos por ora, a Suzane e a Silvia Magnani, prima do médico aposentado e apontada como sua ex-companheira.
De acordo com informações divulgadas pela colunista Fabia Oliveira, Andreas se mantém completamente distante das movimentações judiciais. Já o jornal O Globo destaca que o conflito ganhou força diante da ausência de testamento deixado por Miguel Abdalla Netto, situação que abriu margem para interpretações divergentes sobre a administração e a divisão do patrimônio.
Miguel morreu aos 76 anos sem deixar filhos e sem ter sido oficialmente casado. O espólio é estimado em aproximadamente R$ 5 milhões e inclui pelo menos três imóveis em São Paulo, além de veículos de alto padrão. Entre os bens estão a residência onde ele morava, no bairro Campo Belo, um imóvel recebido por doação do pai e uma sala comercial localizada no Condomínio Bonnaire Office, em uma área que compreende as regiões do Butantã e de Santo Amaro. O principal ponto de embate é a definição de quem deverá assumir a função de inventariante.
Suzane von Richthofen, que cumpre pena em regime aberto, afirma ter preferência no processo por ser a parente consanguínea mais próxima do falecido. Em contraposição, Silvia Magnani sustenta que deve ficar responsável pela administração do espólio por ter mantido uma relação estável com Miguel por mais de uma década.
Miguel Abdalla Netto foi encontrado morto dentro de sua própria residência, sentado em uma poltrona e em avançado estado de decomposição. O atestado de óbito apontou causa da morte indeterminada, elemento que adiciona ainda mais complexidade a um processo que segue sem definição na Justiça.
*Com informações do Terra
Leia mais: Pedido de Suzane von Richthofen reacende disputa por herança após morte de tio




