Uma adolescente de 13 anos, vítima de um estupro coletivo em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, só foi libertada pelos criminosos após uma ligação telefônica interromper as agressões. O contato serviu para alertar o grupo de que eles haviam sequestrado a “pessoa errada”.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, os criminosos confundiram a jovem com a namorada de um traficante de uma facção rival. Sob essa premissa, a menina foi levada para o chamado “tribunal do tráfico”, onde sofreu a violência sexual como uma forma de punição direta entre grupos criminosos.
A libertação só ocorreu quando um dos agressores recebeu o telefonema no meio da ação. No entanto, o recuo dos bandidos aconteceu tarde demais: a adolescente já havia sido violentada e agredida fisicamente antes de ser deixada pelo grupo.
O crime ocorreu na localidade conhecida como Predinhos, em Vilar dos Teles, no dia 2 de fevereiro. Na ocasião, a vítima estava em uma praça acompanhada de uma amiga quando foi abordada por homens armados e forçada a entrar em um carro.
A denúncia aponta que sete criminosos participaram da ação, sendo que cinco deles efetivamente cometeram a violência sexual. Entre os envolvidos identificados pela polícia, estão um adolescente e uma mulher, que teria sido a responsável por segurar a vítima para que os abusos fossem cometidos.


