Um naufrágio registrado na tarde de sexta-feira (13), na região do Encontro das Águas, nas proximidades de Manaus, resultou em duas mortes confirmadas e deixou ao menos sete pessoas desaparecidas. O acidente mobilizou uma grande operação de resgate e provocou revolta entre familiares das vítimas, que chegaram a confrontar o comandante da embarcação.
De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, 71 pessoas foram resgatadas com vida. As equipes prestaram os primeiros atendimentos ainda no local e encaminharam os sobreviventes para unidades de saúde da capital. A maioria apresentava ferimentos leves.
A operação de busca contou com cerca de 30 bombeiros, além de sete viaturas e três embarcações, que seguem atuando na área na tentativa de localizar os desaparecidos.
Segundo o coronel Helliton Silva, as circunstâncias do acidente e as condições da embarcação serão investigadas pela Marinha do Brasil, responsável por apurar possíveis irregularidades.
Relatos de passageiros indicam que a lancha trafegava em alta velocidade no momento do acidente. Testemunhas também afirmam que não havia coletes salva-vidas suficientes para todos os ocupantes. Alguns sobreviventes relataram ainda a suspeita de que o naufrágio possa ter ocorrido durante uma suposta disputa entre duas embarcações; hipótese que também será analisada pelas autoridades.
A tragédia gerou tensão entre familiares das vítimas, que acusam o comandante de imprudência. Revoltados, alguns tentaram agredi-lo, alegando que ele estaria participando de uma espécie de competição no rio no momento do naufrágio. A Polícia Militar interveio para evitar agressões e conduziu o comandante à delegacia, onde ele prestou esclarecimentos sobre o ocorrido.
As buscas continuam na região, enquanto familiares aguardam notícias sobre os desaparecidos e as investigações seguem para esclarecer as causas do acidente.


