Com a chegada do Carnaval, cresce também a atuação de golpistas que buscam explorar a distração dos foliões para aplicar fraudes financeiras. Em ambientes com grande circulação de pessoas e pagamento por maquininhas ou PIX, criminosos aproveitam momentos de desatenção para roubar dados ou dinheiro digital, o que pode gerar prejuízos expressivos aos foliões.
Principais riscos e como evitá-los
Entre os golpes mais frequentes estão o chamado “golpe da maquininha”, em que o fraudador observa a senha digitada ou troca o cartão da vítima após a compra, e fraudes via PIX com QR Codes adulterados ou falsos links de pagamento, que podem encaminhar o dinheiro para contas de criminosos.
Para reduzir os riscos, especialistas recomendam:
Nunca entregar o cartão a terceiros: o próprio folião deve inserir o cartão na máquina e verificar se o dispositivo e o valor exibido estão corretos antes de digitar a senha.
Atenção ao usar PIX: confira sempre no celular o valor final exibido e o recebedor antes de autorizar a transação.
Limitar o que carrega: levar apenas o essencial; documento, dinheiro em espécie e, se possível, limitar o valor disponível no cartão e no PIX reduz prejuízos em caso de golpe ou furto.
Reforçar a segurança do celular: habilitar senha forte, biometria e autenticação de dois fatores nos aplicativos bancários diminui a chance de acesso indevido em caso de perda ou roubo.
Evitar Wi-Fi público ao acessar banco ou pagar contas: redes abertas são mais suscetíveis a interceptação de dados.
E se algo der errado?
Caso a vítima perceba transações suspeitas, bancos recomendam bloquear imediatamente cartão e chaves PIX, atualizar senhas e registrar boletim de ocorrência. A rapidez na ação pode limitar perdas e auxiliar na recuperação de valores, segundo especialistas.
Com milhares de pessoas nas ruas e frequentes gastos rápidos durante a folia, a combinação de atenção redobrada e medidas de prevenção pode fazer a diferença para que o Carnaval seja sinônimo apenas de festa, e não de dor de cabeça financeira.


