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No AM, Operação Erga Omnes prende suspeitos de integrar núcleo político ligado ao CV

Até a última atualização desta reportagem, 14 pessoas haviam sido presas em diferentes estados, sendo oito no Amazonas

A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) deflagrou, na manhã desta sexta-feira, 20, a Operação Erga Omnes para desarticular uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção. A ação mira investigados apontados como integrantes do núcleo político da facção Comando Vermelho.

Até a última atualização desta reportagem, 14 pessoas haviam sido presas em diferentes estados, sendo oito no Amazonas, entre eles, Izaldir Moreno Barros, servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas, apontado por receber pagamentos para fornecer informações sigilosas de processos em segredo de Justiça; Adriana Almeida Lima, ex-secretária de gabinete de liderança na Assembleia Legislativa do Amazonas; e Anabela Cardoso Freitas, investigadora da Polícia Civil que integra a Comissão de Licitação da Prefeitura de Manaus e ex-chefe de gabinete da gestão, suspeita de movimentar cerca de R$ 1,5 milhão por meio de empresas de fachada.

Leia mais: PF combate tráfico fluvial de drogas em operação no Amazonas

Ao todo, a Justiça expediu mais de 20 mandados judiciais, entre eles 24 de busca e apreensão, além de bloqueio de contas, sequestro de bens e quebra de sigilo bancário.

A operação é coordenada pela PC-AM, por meio do 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP), e conta com apoio das forças de segurança do Ceará, Piauí, Pará, Maranhão, São Paulo e Minas Gerais. As ordens judiciais são cumpridas em Manaus, Belém (PA), Ananindeua (PA), Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE), Teresina (PI) e Estreito (MA).

De acordo com as investigações, o grupo atuava com divisão de tarefas e articulação interestadual, dando suporte à movimentação de recursos ilícitos. A polícia identificou movimentações financeiras relacionadas ao esquema nesses estados ao longo da apuração.

Segundo a PC-AM, a organização criminosa movimentou cerca de R$ 70 milhões desde 2018, o equivalente a aproximadamente R$ 9 milhões por ano, em conjunto com traficantes do Amazonas e de outras unidades da federação.

A reportagem tenta localizar a defesa dos alvos da operação. A redação também procurou o gabinete da Prefeitura de Manaus para comentar a citação do nome de Anabela Cardoso, mas até o momento não houve retorno.

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