A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) foi oficialmente credenciada pelo Comitê da Área de Tecnologia da Informação (Cati), instância vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), para executar atividades de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) em Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs).

Com a habilitação, a instituição passa a integrar o grupo de organizações aptas a desenvolver projetos no âmbito da Lei de Informática, instrumento federal que estimula investimentos privados em pesquisa tecnológica no país.
O credenciamento amplia a atuação da universidade para além do contexto regional, permitindo a participação em iniciativas de maior porte e com abrangência nacional. A medida também fortalece a posição da UEA dentro do sistema brasileiro de ciência, tecnologia e inovação.
Segundo a Reitoria, o reconhecimento consolida a estratégia institucional de investir em inovação como eixo estruturante do desenvolvimento regional. A expectativa é que a nova condição amplie a inserção da universidade em redes de cooperação científica e tecnológica, além de atrair parcerias com empresas do setor de tecnologia.
O diretor da Agência de Inovação e Propriedade Intelectual (Agin) da UEA, professor Alcian Pereira de Souza, avalia que o credenciamento representa um avanço significativo na capacidade de captação de recursos. De acordo com ele, a universidade poderá articular projetos financiados por diferentes instrumentos de incentivo, como a própria Lei de Informática e a Lei do Bem (Lei nº 11.196/2005), ampliando as possibilidades de investimento em pesquisa aplicada.
A iniciativa também deve impactar diretamente professores, pesquisadores e estudantes, especialmente nas áreas ligadas à tecnologia. A Escola Superior de Tecnologia (EST), uma das unidades acadêmicas da instituição, tende a fortalecer sua participação em redes interinstitucionais de PD&I e na geração de ativos tecnológicos, como patentes e soluções inovadoras.
Com o novo status, a UEA reforça sua posição como centro estratégico de inovação na região Norte e amplia sua contribuição para o desenvolvimento científico e tecnológico da Amazônia.


