HomeNotíciasBrasil“Nunca pare de denunciar”, diz Felca após sentença de Hytalo Santos

“Nunca pare de denunciar”, diz Felca após sentença de Hytalo Santos

Hytalo Santos é condenado a 11 anos por exploração de conteúdo infantil

O influenciador e youtuber Felipe Bressanin Pereira, o Felca, se manifestou nas redes sociais sobre a condenação de Hytalo Santos e do marido dele, Israel Vicente, sentenciados pelo Tribunal de Justiça da Paraíba por exploração sexual de adolescentes na internet.

A decisão foi proferida no fim de semana pelo Juízo da 2ª Vara Mista de Bayeux. Hytalo recebeu pena de 11 anos e 4 meses de reclusão, enquanto Israel foi condenado a 8 anos e 10 meses, com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e no Código Penal.

Em publicação nesta terça-feira (24), Felca atribuiu a condenação à mobilização em torno do caso. “Hytalo Santos foi enfim condenado a 11 anos de prisão depois de investigação da denúncia de exploração de conteúdo infantil. O crédito é de cada um de vocês que acompanharam e deram atenção ao caso. A conscientização que fizemos importa”, escreveu. Ele completou: “Nunca pare de denunciar, expor o que tá errado, compartilhar informações e lutar pelo que acredita. Somos fortes e a justiça pode demorar, mas chega”.

De acordo com a sentença, o casal mantinha uma espécie de “reality show” com finalidade lucrativa, produzindo conteúdo para redes sociais dentro da própria residência, localizada em um condomínio de alto padrão. Segundo denúncia do Ministério Público da Paraíba, acolhida pelo juiz, adolescentes eram expostos de forma contínua a situações de risco.

Ainda conforme a decisão, o material divulgado tinha forte conotação erótica e sexualizada e envolvia jovens em situação de vulnerabilidade, chamados pelos réus de “crias”. Para o magistrado, tratava-se de um “verdadeiro e sórdido ‘reality show’”. Os adolescentes eram atraídos com promessas de melhores condições de vida e viviam em ambiente permissivo, com oferta de bebidas alcoólicas, enquanto necessidades básicas, como alimentação adequada e acesso à educação, eram negligenciadas.

A sentença aponta que o esquema causou prejuízos ao desenvolvimento psicológico das vítimas, incentivando a busca por validação nas redes sociais “apenas por meio da exibição de seus corpos”.

Também nesta terça-feira (24), a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba rejeitou mais um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa. O relator, desembargador João Benedito, revisou o voto inicial e passou a acompanhar a maioria, que decidiu, por unanimidade, manter a prisão preventiva do casal.

O julgamento havia sido iniciado em 10 de fevereiro, quando o relator entendeu que medidas cautelares — como uso de tornozeleira eletrônica, proibição de deixar João Pessoa e Bayeux e impedimento de contato com as vítimas — seriam suficientes. Após pedido de vista do desembargador Ricardo Vital, o caso retornou à pauta, e prevaleceu o entendimento pela manutenção da custódia.

Ao justificar o voto contrário à soltura, Ricardo Vital afirmou que permanecem os fundamentos que embasaram a prisão preventiva, como risco de destruição de provas, intimidação de vítimas e possibilidade de fuga, sem alteração no cenário que justificasse a revogação da medida.

*Com informações da CNN

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