Em visita à comunidade indígena Sahu-Apé, no Amazonas, o ministro da Educação, Camilo Santana, autorizou a construção de 117 escolas indígenas no país. A iniciativa prevê investimento de R$ 785 milhões e faz parte do Novo PAC.
Segundo o ministério, os novos espaços educativos vão respeitar a identidade cultural, os modos de vida e a organização territorial dos povos originários e comunidades tradicionais. A proposta passou a contemplar a construção e ampliação de escolas indígenas a partir de 2026.
Os estados que receberão as unidades serão: Acre (2), Alagoas (1), Amazonas (27), Amapá (17), Bahia (4), Ceará (2), Maranhão (11), Mato Grosso do Sul (6), Mato Grosso (8), Pará (7), Pernambuco (1), Rio Grande do Sul (1), Roraima (23) e Tocantins (3). A escolha dos municípios seguiu critérios técnicos, territoriais e populacionais.
Durante o anúncio, o ministro afirmou que o Brasil ainda possui desigualdades históricas na educação e destacou que o governo federal tem compromisso com os povos indígenas. Segundo ele, a iniciativa atende a uma diretriz do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para fortalecer a educação e ampliar oportunidades.
Agenda no Amazonas
Na mesma agenda, Camilo Santana visitou obras na Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Entre os compromissos, esteve na construção dos prédios da Faculdade de Letras (R$ 7,9 milhões em investimentos) e da Faculdade de Estudos Sociais (R$ 7,4 milhões via Novo PAC).
O ministro também conheceu o Instituto de Computação da Ufam, onde visitou laboratórios voltados a projetos de inteligência artificial e cibersegurança. No total, a universidade conta com R$ 106,5 milhões em investimentos do Novo PAC.




