sábado, março 7, 2026
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PL prevê monitoramento com IA para prevenir feminicídios

Sistema poderá emitir alertas em tempo real e integrar tornozeleiras eletrônicas a banco de dados nacional

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Em meio ao aumento dos casos de violência contra a mulher, o senador Eduardo Braga (MDB-AM) apresentou proposta que utiliza Inteligência Artificial para monitorar agressores e fortalecer a atuação do Estado na prevenção de novos crimes. O projeto ainda será analisado pelo Senado Federal.

A proposta prevê a integração de dispositivos como tornozeleiras eletrônicas a um sistema público informatizado com tecnologia de Inteligência Artificial. O mecanismo permitirá o rastreamento em tempo real e a identificação automática de violações de perímetro ou da distância mínima fixada pela Justiça.

Segundo o senador, a tecnologia pode reduzir o tempo de resposta das autoridades em caso de descumprimento das medidas judiciais. “A adoção de monitoramento eletrônico com suporte de inteligência artificial, vinculado a dispositivos como as tornozeleiras, proporciona a detecção em tempo real de violações e diminui a latência entre o ato de descumprimento e a resposta estatal”, afirmou na justificativa do projeto.

Além do monitoramento pelas forças de segurança, o sistema poderá, mediante autorização judicial e consentimento da vítima, enviar alertas automáticos diretamente ao celular da mulher caso haja aproximação indevida do agressor.

Outro ponto da proposta é a criação de um aplicativo oficial de proteção à vítima, mantido pela União. A ferramenta deverá oferecer botão de emergência com compartilhamento de localização, histórico de registros e acesso a informações sobre direitos e rede de apoio. O uso será facultativo, gratuito e com garantia de sigilo dos dados.

Análise preditiva

O projeto também prevê a criação de um banco de dados nacional para análise de padrões de comportamento dos agressores. Utilizando técnicas de aprendizado de máquina, o sistema poderá identificar riscos de reincidência e detectar possíveis escaladas de violência antes que novas agressões ocorram.

Além da vigilância eletrônica, o texto estabelece que o agressor monitorado participe de programas de reabilitação e conscientização, incluindo atividades educativas e acompanhamento psicológico.

Cenário

Dados do Instituto de Pesquisa DataSenado indicam que 3,7 milhões de brasileiras sofreram violência doméstica em 2025. No Amazonas, segundo a Secretaria de Segurança Pública, foram registrados 20 casos de feminicídio no mesmo período, o equivalente a uma taxa de 0,46 por 100 mil habitantes.

Os números reforçam a gravidade do problema e, segundo o autor da proposta, evidenciam a necessidade de mecanismos mais ágeis e tecnológicos para proteger mulheres sob medida protetiva.

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