sexta-feira, março 13, 2026
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Ao menos 35 policiais são presos em operações contra milícias e facções no Rio

Operação Anomalia e outras ações prendem dezenas de policiais no Rio

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(Divulgação)

Uma série de operações contra corrupção, milícias e facções criminosas resultou na prisão de ao menos 35 policiais no estado do Rio de Janeiro entre segunda-feira (9) e quarta-feira (11). As ações foram conduzidas por forças de segurança e órgãos de investigação, entre eles a Polícia Federal, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.

As prisões atingiram agentes suspeitos de envolvimento em esquemas de corrupção, proteção a atividades ilegais e colaboração com organizações criminosas que atuam no estado.

Parte das detenções ocorreu durante três fases da Operação Anomalia, conduzida pela Polícia Federal. A investigação tem como alvo uma organização criminosa formada por agentes públicos e operadores financeiros que atuariam para favorecer facções do tráfico e milícias.

Durante as ações, foram cumpridos 14 mandados de prisão preventiva e 13 mandados de busca e apreensão na capital fluminense e em cidades da Região Metropolitana.

Entre os presos estão um delegado da Polícia Federal, um delegado da Polícia Civil, dois policiais civis e sete policiais militares, além de outros investigados apontados como participantes do esquema.

De acordo com a Polícia Federal, o grupo utilizava informações privilegiadas e influência dentro da estrutura estatal para beneficiar criminosos e obter vantagens financeiras. Durante as diligências, os agentes apreenderam cerca de R$ 50 mil em dinheiro, além de armas, munições, celulares, um veículo e documentos que devem auxiliar na continuidade das investigações.

Em outra fase da operação, três policiais também foram presos sob suspeita de extorquir integrantes do Comando Vermelho. Segundo as investigações, os agentes pressionavam membros da facção para receber propina em troca de omissão em operações policiais.

Ainda conforme a Polícia Federal, o esquema contava com intermediários e uma rede de empresas utilizadas para ocultar recursos obtidos ilegalmente, em um possível esquema de lavagem de dinheiro.

Os investigadores também identificaram movimentações patrimoniais milionárias atribuídas a alguns dos suspeitos, valores considerados incompatíveis com os salários de servidores públicos. As apurações continuam para identificar outros envolvidos e dimensionar o alcance da organização criminosa.

*Com informações da CNN

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