A Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas (FCecon) encerrou, nesta sexta-feira (13/03), as apresentações parciais do Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic) edição 2025-2026. Durante três dias, 63 projetos foram avaliados por uma banca formada por avaliadores internos e externos, com pesquisas voltadas a diferentes áreas da oncologia.
As apresentações ocorreram no miniauditório da unidade hospitalar, localizado no terceiro andar, e abordaram temas como qualidade de vida de pacientes com câncer colorretal, mortalidade por câncer na população infantojuvenil e fadiga por compaixão entre profissionais da saúde.
De acordo com a diretora de Ensino e Pesquisa da instituição, Valquíria Martins, o Paic tem como objetivo incentivar estudantes universitários a ingressarem na pesquisa científica, contribuindo para a formação de novos pesquisadores na área da saúde.
Segundo ela, a parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) tem sido essencial para o fortalecimento do programa e para ampliar as oportunidades de pesquisa na área oncológica.
“O momento de avaliação é fundamental para acompanhar o andamento dos projetos, fazer melhorias e discutir os resultados parciais, além de orientá-los quanto às próximas etapas das pesquisas. É uma oportunidade para que o aluno se desenvolva como pesquisador iniciante”, destacou Valquíria Martins.
Entre os participantes está a estudante do 8º período de Enfermagem da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Maria Clara da Silva, que apresentou seu projeto durante o evento.
“O Programa de Apoio à Iniciação Científica da Fundação Cecon muda a forma como vemos a assistência ao paciente oncológico”.
A estudante explicou que escolheu desenvolver sua pesquisa na FCecon por considerar a unidade uma referência regional na área de oncologia e enfermagem.
“Foi o primeiro Paic que participei, e tem sido uma experiência gratificante, uma vez que permitiu agregar conhecimento ao currículo e a profissão. Pretendo seguir a carreira científica e acadêmica depois dessa experiência. O programa ajuda-nos a desenvolver o olhar científico, para analisarmos o que está ocorrendo e o que podemos melhorar em processos de assistência ao paciente”, disse Maria Clara.
Segundo ela, o programa também proporciona vivência hospitalar e contato direto com pacientes em tratamento, ampliando a experiência acadêmica e prática dos estudantes envolvidos.




