A Polícia Federal deflagrou, nesta segunda-feira (27), a Operação Sala Segura para investigar um professor de uma instituição federal de ensino no Amazonas suspeito de cometer crimes contra a dignidade sexual de adolescentes. A apuração teve início após denúncias encaminhadas por órgãos de proteção e pelo Ministério Público Federal (MPF).
De acordo com a Polícia Federal, a investigação aponta que um docente, servidor público federal, teria realizado abordagens inadequadas a alunas adolescentes, inclusive por meio de aplicativos de mensagens. A identidade do investigado não foi divulgada até a publicação desta reportagem.
Durante a operação, foram cumpridas medidas cautelares autorizadas pela Justiça Federal, entre elas mandado de busca e apreensão e o afastamento do professor de suas funções. Segundo a corporação, as ações têm como objetivo reunir provas, proteger possíveis vítimas e garantir a regularidade da investigação.

Ainda conforme a PF, a apuração busca esclarecer possíveis crimes contra a dignidade sexual supostamente ocorridos no ambiente de uma instituição federal de ensino no estado. As medidas adotadas também visam assegurar a lisura da instrução criminal.

Em nota, o Instituto Federal do Amazonas (Ifam) informou que tomou providências administrativas assim que teve conhecimento do caso, incluindo a instauração de procedimento interno para apuração dos fatos. A instituição destacou ainda que o servidor foi afastado das atividades acadêmicas desde o recebimento da denúncia e que medidas de acolhimento e proteção às possíveis vítimas foram adotadas, com apoio psicológico, social e institucional.
Confira a nota na íntegra:
O Instituto Federal do Amazonas informa que acompanha com máxima seriedade os fatos mencionados na Operação Sala Segura, deflagrada pela Polícia Federal nesta segunda-feira, 27 de abril de 2026.
A instituição esclarece que, ao tomar conhecimento da denúncia, adotou imediatamente as providências administrativas cabíveis, com o acolhimento das informações apresentadas e a instauração de procedimento interno para apuração dos fatos. O processo tramita sob sigilo, em razão da natureza sensível do caso e da necessidade de proteção das adolescentes envolvidas. O IFAM informa, ainda, que o servidor citado foi afastado das atividades acadêmicas e do convívio no campus desde o recebimento da denúncia, como medida preventiva de proteção à comunidade escolar, sem prejuízo das medidas cautelares determinadas pela Justiça Federal no âmbito da investigação conduzida pela Polícia Federal.
Desde o primeiro momento, a instituição também adotou medidas de acolhimento e proteção às possíveis vítimas, com apoio psicológico, social e institucional, observando o melhor interesse das estudantes, a preservação de suas identidades e o respeito integral aos direitos de crianças e adolescentes.
O Instituto Federal do Amazonas reafirma seu compromisso com a verdade dos fatos, com a transparência responsável, com a colaboração junto às autoridades competentes e, sobretudo, com a segurança, a dignidade e o bem-estar de seus estudantes, servidores e de toda a comunidade acadêmica. Por fim, o IFAM destaca que não compactua com qualquer forma de violência, assédio, abuso ou conduta incompatível com o ambiente educacional, e seguirá adotando todas as providências necessárias, dentro dos limites legais, para garantir a apuração rigorosa dos fatos e a proteção da comunidade escolar.


