O Ministério da Saúde da Rússia estuda ampliar oficialmente a classificação de “jovem” para pessoas com até 39 anos. A proposta foi apresentada pela geriatra-chefe da pasta, Olga Tkacheva, e ganhou repercussão internacional nos últimos dias.
Atualmente, a legislação russa considera jovens os cidadãos entre 14 e 35 anos. A mudança seguiria uma tendência observada em discussões demográficas e de saúde pública em diferentes países, principalmente diante do aumento da expectativa de vida e das transformações no mercado de trabalho e nos padrões sociais.
Segundo autoridades ligadas ao sistema de saúde russo, a ampliação da faixa etária busca refletir as mudanças no perfil da população, que tem adiado etapas tradicionais da vida adulta, como casamento, filhos e estabilidade profissional. A proposta também estaria relacionada ao envelhecimento populacional enfrentado pela Rússia nos últimos anos.
Especialistas apontam que a redefinição pode impactar políticas públicas voltadas para educação, emprego, acesso a programas sociais e saúde preventiva. Em alguns casos, benefícios destinados à juventude poderiam alcançar uma parcela maior da população.
O debate também provocou reações nas redes sociais, com usuários divididos entre críticas e apoio à medida. Enquanto alguns consideram a proposta coerente com o aumento da longevidade, outros avaliam que a mudança seria apenas simbólica e não resolveria problemas estruturais enfrentados pelos jovens russos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) não possui uma definição única e universal para o conceito de juventude. Em diferentes países, a faixa etária varia conforme critérios culturais, sociais e econômicos.
Até o momento, o governo russo ainda não informou quando a proposta poderá ser analisada oficialmente pelo Parlamento do país.


