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Alckmin chama sistema tributário de “manicômio” e defende reforma como motor de crescimento econômico

Vice-presidente afirmou que a complexidade fiscal no Brasil afasta investimentos e projetou que a reforma tributária pode impulsionar o PIB em até 12% em 15 anos

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, classificou o sistema tributário brasileiro como um “manicômio tributário” durante participação em um evento do setor ferroviário realizado em Dom Aquino (MT), neste sábado (20).

A declaração ocorreu em meio à defesa da reforma tributária aprovada no Congresso Nacional durante o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Alckmin, a complexidade atual do modelo fiscal brasileiro eleva custos, dificulta o ambiente de negócios e reduz a competitividade do país no cenário internacional.

Complexidade tributária e impacto no ambiente de negócios

Durante o discurso, o vice-presidente destacou que o sistema tributário vigente é um dos principais entraves para o desenvolvimento econômico do Brasil. Ele afirmou que a multiplicidade de regras, tributos e interpretações cria insegurança jurídica e afasta potenciais investidores estrangeiros.

Além disso, Alckmin reforçou que a simplificação do modelo é essencial para melhorar a eficiência econômica. Na avaliação dele, o chamado “custo Brasil” está diretamente ligado à dificuldade de lidar com o emaranhado fiscal atual.

Reforma tributária e expectativa de crescimento

Alckmin ressaltou que a reforma tributária aprovada pelo Congresso Nacional tem potencial para transformar o ambiente de negócios no país. De acordo com ele, a proposta busca reduzir distorções, desonerar setores ligados a matérias-primas e tornar o sistema mais transparente.

As projeções apresentadas pelo vice-presidente indicam impactos expressivos no médio e longo prazo. Segundo os dados citados, a reforma pode resultar em:

Crescimento de até 12% do Produto Interno Bruto (PIB) em 15 anos
Aumento de 14% nos investimentos
Alta de 17% nas exportações líquidas

Os números reforçam a expectativa do governo de que a mudança estrutural no sistema tributário contribua para maior competitividade global da economia brasileira.

Redução do “custo Brasil” como prioridade

Outro ponto destacado por Alckmin foi a necessidade de reduzir o chamado “custo Brasil”, termo utilizado para descrever os entraves estruturais que encarecem a produção no país. Entre eles estão burocracia, carga tributária complexa e insegurança regulatória.

Segundo o vice-presidente, a reforma representa um passo importante para corrigir essas distorções e criar um ambiente mais favorável à atração de capital estrangeiro.

Contexto econômico e próximos desafios

A discussão sobre a reforma tributária ocorre em um momento em que o governo busca acelerar medidas de estímulo ao investimento e ao crescimento econômico. A avaliação é de que a simplificação do sistema pode gerar efeitos positivos em cadeia, especialmente nos setores produtivos e exportadores.

Apesar das projeções otimistas, a implementação da reforma ainda depende de regulamentações complementares e da adaptação gradual de empresas e governos estaduais e municipais ao novo modelo.

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