A tragédia provocada pelos dois fortes terremotos que atingiram o norte da Venezuela na noite de quarta-feira (24) desencadeou uma ampla mobilização internacional. Governos da América Latina, dos Estados Unidos e da Europa anunciaram o envio de equipes de busca e salvamento, assistência médica emergencial e ajuda humanitária para apoiar as operações de resgate nas áreas mais afetadas pelo desastre.
Segundo o governo interino venezuelano, ao menos 164 pessoas morreram e 971 ficaram feridas após os tremores de magnitudes 7,2 e 7,5 que atingiram regiões próximas à capital Caracas e ao estado costeiro de La Guaira. Autoridades alertam que o número de vítimas pode aumentar à medida que os trabalhos de remoção de escombros avançam.
Os Estados Unidos foram um dos primeiros países a anunciar ajuda direta. O secretário de Estado, Marco Rubio, informou que Washington está enviando imediatamente equipes de busca e resgate, recursos médicos e assistência humanitária para auxiliar as autoridades venezuelanas. O governo norte-americano também ativou uma força-tarefa para coordenar as ações de resposta ao desastre.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também manifestou solidariedade ao povo venezuelano e colocou o Brasil à disposição para colaborar com as operações de socorro. O governo brasileiro informou que acompanha a situação e ofereceu apoio humanitário às autoridades do país vizinho.

Na Europa, diversos governos anunciaram medidas de apoio. Países como Alemanha, França, Suíça e membros da União Europeia colocaram equipes especializadas e recursos humanitários à disposição da Venezuela. A ONU também coordena o deslocamento de grupos internacionais de resgate para reforçar as operações locais.
Corrida contra o tempo para encontrar sobreviventes
As operações de resgate seguem em ritmo intenso nas regiões mais atingidas. Em Caracas e principalmente em La Guaira, dezenas de edifícios desabaram ou sofreram danos estruturais severos. Equipes trabalham continuamente na busca por pessoas soterradas, enquanto hospitais enfrentam forte pressão devido ao elevado número de feridos.
A situação é agravada pelos danos à infraestrutura. O principal aeroporto que atende a capital venezuelana sofreu avarias e teve operações suspensas temporariamente, dificultando a chegada de ajuda internacional. Também foram registrados apagões e interrupções em serviços de comunicação em diversas localidades.
Solidariedade internacional cresce
Além de Brasil, Estados Unidos e países europeus, governos de diversas partes do mundo e organismos internacionais emitiram mensagens de apoio e anunciaram contribuições humanitárias. A ONU, organizações de ajuda humanitária e agências especializadas em resposta a desastres estão coordenando esforços para atender milhares de pessoas afetadas pelos tremores.


