O ex-deputado federal Marcelo Ramos (PT) anunciou nesta quinta-feira, 23, que não será candidato ao Senado nas eleições deste ano. A decisão, segundo ele, ocorreu após um pedido pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que não mantivesse a pré-candidatura ao cargo no Amazonas.
A declaração foi dada em entrevista à jornalista Rosiene Carvalho. Marcelo Ramos afirmou que recebeu uma ligação de Lula, que teria pedido para que ele não “esticasse a corda” em relação à disputa interna, em nome da unidade da base de apoio ao presidente e do próprio Partido dos Trabalhadores.
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“Lutei até onde pude lutar. Continuo achando que a candidatura ao Senado do PT era o caminho mais correto e uma responsabilidade histórica do partido com o campo progressista do Amazonas, mas não posso soltar a mão e confrontar o presidente, que é o nosso líder”, declarou.
Marcelo vinha defendendo a candidatura própria do PT ao Senado e chegou a viajar a Brasília para conversar com integrantes da direção nacional da legenda sobre a possibilidade de manter o projeto eleitoral.
Na declaração, o ex-deputado também relembrou que, em 2024, havia decidido deixar a política, mas aceitou um pedido pessoal de Lula para disputar a Prefeitura de Manaus. Agora, afirmou que seguirá atuando nas ruas e nas redes sociais em defesa da reeleição do presidente, dos candidatos do PT e dos nomes que integram a base aliada.
“Seguirei nas ruas e nas redes sociais dedicado à campanha do presidente, dos candidatos do PT e da nossa base de apoio — mas fora da disputa eleitoral”, afirmou.
Com a saída de Marcelo Ramos da disputa, a tendência é que o PT concentre seu apoio no Amazonas à reeleição do senador Eduardo Braga (MDB), que busca permanecer no Senado Federal.
Marcelo Ramos agradeceu o apoio recebido durante a pré-campanha, especialmente dos militantes do PT e dos eleitores que acompanharam o projeto, e afirmou que continuará mobilizado pela reeleição de Lula e pela eleição de um Congresso Nacional alinhado aos interesses da população.


