HomeNotíciasPolíticaMorre aos 95 anos Octavio Gallotti, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal

Morre aos 95 anos Octavio Gallotti, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal

Ministro aposentado comandou o STF entre 1993 e 1995 e teve atuação marcante na consolidação da jurisprudência após a Constituição de 1988

O ministro aposentado e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Octavio Gallotti morreu neste domingo (26), aos 95 anos.

O Supremo lamentou a morte do magistrado e destacou a contribuição dele para o Poder Judiciário brasileiro. A causa do falecimento não havia sido divulgada até a publicação desta matéria.

Gallotti permaneceu no STF entre 1984 e 2000. Durante esse período, presidiu a Corte de 1993 a 1995 e participou de julgamentos importantes em uma fase de reorganização institucional do país após a promulgação da Constituição Federal de 1988.

Despedida em Brasília

O velório será realizado nesta segunda-feira (27), no Salão Branco do Supremo Tribunal Federal, em Brasília.

A cerimônia ocorrerá das 10h às 16h e terá acesso aberto ao público. Já o sepultamento está previsto para terça-feira (28), no Rio de Janeiro.

Além do STF, tribunais e autoridades do Judiciário também divulgaram manifestações de pesar pela morte do ex-ministro.

Carreira no Judiciário

Luiz Octavio Pires e Albuquerque Gallotti construiu uma longa trajetória no serviço público antes de chegar ao Supremo.

Ele também integrou o Tribunal de Contas da União e exerceu funções no Tribunal Superior Eleitoral. Gallotti presidiu o TSE entre março e maio de 1991.

No Supremo, o ministro participou de um dos períodos mais relevantes da história recente da Corte. A partir de 1988, o tribunal passou a analisar temas diretamente ligados à nova ordem constitucional, aos direitos fundamentais e ao fortalecimento das instituições democráticas.

STF destaca rigor técnico

Em nota, o Supremo afirmou que Gallotti se destacou pelo rigor técnico, pela independência nos julgamentos e pela dedicação à função pública.

O tribunal também ressaltou que o magistrado deixou contribuição importante para a formação da jurisprudência constitucional brasileira.

Segundo o STF, a atuação de Gallotti ajudou a consolidar o papel da Corte como guardiã da Constituição durante os primeiros anos do novo período democrático.

Fachin e Moraes prestam homenagens

O presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, afirmou que a trajetória de Octavio Gallotti está ligada a um momento decisivo da história institucional brasileira.

Fachin destacou a serenidade, a independência e o compromisso do ex-ministro com a Constituição e o Estado de Direito. O presidente da Corte também manifestou solidariedade aos familiares e amigos.

O vice-presidente do STF, ministro Alexandre de Moraes, afirmou que Gallotti honrou o Supremo e a sociedade brasileira com competência, seriedade e senso de Justiça.

Outros integrantes do Judiciário também lembraram a atuação do magistrado e os serviços prestados ao país.

Família ligada ao Judiciário

Octavio Gallotti era filho de Luiz Gallotti, que também integrou e presidiu o Supremo Tribunal Federal.

Ele era pai da ministra Isabel Gallotti, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o que manteve a presença da família em importantes instituições do Judiciário brasileiro.

Ao lamentar a morte, o STJ manifestou solidariedade à ministra, aos demais familiares e aos amigos do ex-presidente do Supremo.

As homenagens ressaltaram a importância de Gallotti para a Justiça brasileira e a contribuição deixada por ele ao longo de décadas de atuação no serviço público.

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