Manaus ocupa a 7ª posição no ranking LinkedIn Cidades em Alta 2026, que reúne as dez regiões metropolitanas brasileiras com maior avanço na geração de oportunidades, nas contratações e na atração de profissionais.
A capital amazonense é a única representante da Região Norte entre as dez primeiras colocadas. O resultado coloca Manaus ao lado de cidades como Natal, Recife, Goiânia, Fortaleza e Vitória, que também apresentaram crescimento do mercado de trabalho.
O levantamento foi publicado pelo LinkedIn Notícias na quarta-feira (22). Esta é a primeira edição da lista elaborada pela plataforma no Brasil.
De acordo com o estudo, Manaus ganhou destaque pela força de sua base industrial, especialmente pela atuação da Zona Franca e do Polo Industrial de Manaus. Além disso, o crescimento das contratações também alcançou áreas ligadas à educação superior e à fabricação de equipamentos.
Manaus gerou mais de 18 mil empregos
O LinkedIn destacou que Manaus registrou a criação de 18.338 empregos em 2025. Parte significativa desse resultado está relacionada ao desempenho das empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus.
A estrutura produtiva da capital concentra fábricas dos segmentos eletroeletrônico, duas rodas, bens de informática, termoplástico, metalúrgico e químico, entre outros setores.
Segundo o ranking, os três grupos de atividades que mais contrataram na região foram:
- Educação superior;
- Fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos;
- Fabricação de máquinas e equipamentos para transporte de cargas e pessoas.
O desempenho reforça o peso da indústria na economia local. Ao mesmo tempo, a presença da educação superior entre os principais setores indica uma movimentação do mercado para além das linhas de produção.
Bemol, Ufam e Samsung aparecem entre empregadores
A lista também identificou as organizações que mais contrataram profissionais na região analisada.
Em Manaus, os principais empregadores apontados pelo LinkedIn foram a Bemol, a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a Samsung Electronics.
As três organizações representam áreas diferentes da economia local. A Bemol atua no comércio e nos serviços, enquanto a Ufam concentra atividades de ensino, pesquisa e administração pública. Já a Samsung mantém operações industriais no Polo Industrial de Manaus.
Essa composição demonstra que o crescimento do mercado de trabalho em Manaus não ficou restrito a uma única atividade econômica.
Trabalho remoto representa 16,4%
O levantamento também avaliou a disponibilidade de modelos flexíveis de trabalho.
Conforme os dados do LinkedIn, 16,4% das oportunidades analisadas em Manaus permitiam trabalho remoto. Outros 6% dos postos adotavam o formato híbrido, que combina atividades presenciais e a distância.
A proporção de vagas remotas de Manaus foi superior à registrada em várias cidades do ranking. Natal, líder da classificação, apresentou 7% de trabalho remoto. Fortaleza teve 11,3%, enquanto Goiânia registrou 11,5%.
No entanto, os percentuais não representam todo o mercado formal da cidade. Os números consideram os anúncios de emprego publicados e analisados pela plataforma no período definido pela pesquisa.
Veja o ranking completo
Natal, no Rio Grande do Norte, ficou na primeira posição do LinkedIn Cidades em Alta 2026. A capital potiguar foi impulsionada principalmente pelos setores de turismo e energia renovável.
Recife aparece em segundo lugar, seguida por Goiânia e Fortaleza. Manaus ficou à frente de Ribeirão Preto, João Pessoa e Cuiabá.
Confira a classificação:
- Natal — Rio Grande do Norte;
- Recife — Pernambuco;
- Goiânia — Goiás;
- Fortaleza — Ceará;
- Londrina — Paraná;
- Vitória — Espírito Santo;
- Manaus — Amazonas;
- Ribeirão Preto — São Paulo;
- João Pessoa — Paraíba;
- Cuiabá — Mato Grosso.
As cidades de São Paulo e Rio de Janeiro não aparecem na relação porque a metodologia excluiu regiões metropolitanas com mais de 2 milhões de usuários cadastrados no LinkedIn.
O limite considera a quantidade de usuários da plataforma em cada região, e não o total de habitantes. O objetivo foi destacar mercados de pequeno e médio porte que estão ganhando força fora dos centros profissionais tradicionalmente mais conhecidos.
Como o LinkedIn elaborou a lista
Para produzir o ranking, o LinkedIn analisou três indicadores principais: crescimento das contratações, aumento da oferta de empregos e chegada de novos profissionais.
O crescimento das contratações foi calculado a partir da quantidade de usuários que adicionaram um novo cargo aos próprios perfis. Já a expansão dos empregos considerou a variação no número de anúncios de vagas publicados na plataforma.
Além disso, o estudo calculou a relação entre profissionais que chegaram a uma região metropolitana e aqueles que deixaram o local. Dessa forma, uma cidade precisava apresentar não apenas novas oportunidades, mas também capacidade de atrair e reter trabalhadores.
A análise utilizou dados anonimizados e agregados de milhões de perfis e anúncios de emprego publicados no Brasil entre 1º de março de 2024 e 1º de fevereiro de 2026.
Os principais setores e empregadores foram definidos com base nas organizações que mais contrataram entre fevereiro de 2024 e fevereiro de 2026. Para os dados sobre trabalho remoto e híbrido, a plataforma avaliou anúncios publicados entre fevereiro de 2025 e fevereiro de 2026.
Resultado mostra força do Polo Industrial
A presença de Manaus no Top 10 nacional reforça a importância do Polo Industrial para a manutenção e a abertura de postos de trabalho no Amazonas.
Entretanto, o levantamento também aponta o desafio de ampliar a diversificação econômica e a qualificação profissional. Isso ocorre porque parte das oportunidades se concentra em atividades que exigem formação técnica, experiência industrial ou conhecimentos específicos.
Por outro lado, o avanço da educação superior, do comércio e das modalidades remotas amplia as possibilidades para profissionais de diferentes áreas.
Assim, a 7ª colocação representa mais do que o volume de empregos abertos em um único ano. O resultado mostra que Manaus ganhou dinamismo, atraiu profissionais e manteve relevância entre os mercados de trabalho que mais avançaram no país.


